terça-feira, 24 de abril de 2012

#Gleefeelings


AVISO: O post a seguir é relativamente longo e é o desabafo de uma fangirl. Se você não sabe o que é isso ou não respeita os sentimentos de quem assiste a séries de TV pra se apaixonar loucamente, não continue lendo.


sábado, 28 de janeiro de 2012

O adeus a Chuck...


Se eu fosse mais disciplinada, eu com certeza falaria das minhas séries queridas aqui com mais frequência, mas eu ainda não aprendi a ser assim, então eu vou escrevendo quando eu sinto que preciso escrever. E hoje eu decidi falar de Chuck, uma série pela qual eu tenho muito amor e que acabou ontem, lá nos EUA.

(Sabe-se lá quando que vai acabar por aqui, uma vez que a Warner terminou a a 4a temporada esses dias...)

Bom, quem me conhece, sabe o quanto as minhas séries de TV são importantes. É claro que tem gente que olha estranho e não necessariamente entende porque faz tão bem, porque importa tanto, porque dói tanto. Cada série que eu assisto (e elas são muitas. Sério mesmo), tem um papel na minha vida. São as minhas válvulas de escape da vida nem sempre agradável, a inspiração, a diversão... Então, claro, quando uma série acaba, fica um bruta vazio...

Eu lembro, direitinho, quando Chuck surgiu na minha vida. As propagandas na Warner chamaram a minha atenção e eu fiquei esperando pelos episódios ansiosamente... Alguma coisa na edição e na apresentação daqueles personagens, chamou a minha atenção. Claro que, como sempre é, eu nunca poderia imaginar que o amor chegaria a esse ponto... Anyway, as duas primeiras temporadas, eu assisti pela Warner mesmo, sempre com atraso com relação aos EUA, o que não é necessariamente uma boa coisa quando todos os lugares (sites, blogs, foruns) que eu frequento são de lá... Foi só na terceira temporada, com a insistência da Polly que queria que eu surtasse ao mesmo tempo que ela, e não seis meses depois, que eu passei a baixar...

Chuck tem uma história interessante: a série chegou MUITO perto de ser cancelada depois da segunda temporada e só foi renovada por causa de uma campanha pesada dos fãs, envolvendo alguns dos atores e o principal patrocinador da série, a rede de sanduíches Subway. O que prova que a medida de audiência não necessariamente reflete a realidade, né? O que importa é que, com fortes campanhas de fãs, geradas principalmente pela internet, Chuck chegou a 5 temporadas. Meio aos trancos e barrancos, mas chegou. E quando foi a anunciada, lá no ano passado, a renovação para a 5a temporada, foi também anunciado que seria a última. E todos se prepararam para se despedir de uma série que conseguiu juntar suspense, ação, comédia e romance como nenhuma outra.

Ontem, assistindo aos dois episódios finais, eu chorei, como já esperava que fosse acontecer. Eu misturo as lágrimas que vem por causa do enredo em si, com as lágrimas que vem porque eu sei que é a última vez que eu verei aquelas personagens, e quando o episódio terminou, eu estava arrasada. E com aquele buraco maldito no peito, que eu sei que ficará por aqui... Porque, veja bem, uma série acaba e eu me encanto com outra, é bem verdade, mas todas elas marcam de forma meio que definitiva, sabe? Foi assim com Dawson's Creek, Friends, Gilmore Girls, Lost, Friday Night Lights e Pushing Daisies, e vai continuar assim, com todas as outras séries que eu conheci e aprendi a amar. É meio masoquista da minha parte, é bem verdade, mas eu não vejo isso mudando tão cedo não... Graças a Deus... =-)

Agora, aos sentimentos com o final de Chuck: (spoilers, ENORMES spoilers a partir daqui. Então peço que só leiam aqueles que já viram o final da série. Ou os amigos que me visitam aqui e não se importam com a série e estão só curiosos...)


domingo, 20 de novembro de 2011

One Day

É, faz uma década que eu não venho aqui, é bem verdade. Eu sou a rainha de começar coisas e não as terminar, então não vou nem dar desculpas pro fato de não ter terminado o projeto dos casais ou por nunca mais aparecer aqui. Vou direto ao motivo do post, personagens que me marcaram de forma inegável...


Não vou negar, fiquei sabendo sobre One Day quando fui ao cinema e vi o trailer do filme (sobre o qual eu falarei daqui a pouco). Mas eu tenho manias e assim que eu soube que era a adaptação de um livro, decidi, claro, que eu tinha que ler o livro primeiro. Iai começou a saga pra achar o livro, que eu não vou detalhar aqui. O importante é que graças a Adara, eu peguei o livro pra ler, finalmente, no final do mês passado e, seriously, me apaixonei.

(falarei sobre detalhes do enredo aqui, se você não leu o livro NÃO LEIA O POST. Sério mesmo. Não estrague a experiência!)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

I love your sense of humor... It's wrong.

Love is you, you and me. Love is knowing we can be.

John Lennon



Sempre tem aqueles atores que te fazem ver filmes só por que eles estão no elenco... Todo mundo tem aquele ator ou atriz que faz você ver as coisas mais ridículas e absurdas da história do cinema só pelo fato deles aparecerem nos créditos.

Eu não tenho um ou dois desses atores, tenho vários. A última a entrar nessa lista (que já contém Jennifer Aniston, Julia Roberts, Josh Holloway, Lauren Graham, entre outros) foi a Stana Katic. Desconhecida no Brasil, ela é a atriz principal de Castle, uma série americana também pouco conhecida na nossa terra. Mas o fato é que eu vejo a série e não foi preciso de muito para me fazer apaixonar pela atriz.

Bom, a algum tempo atrás começaram a sair fotos e alguns teasers do seu novo filme, For Lovers Only, e o fandom de Castle enlouqueceu. O teaser não nos dizia nada do filme (era basicamente a Stana e o Mark Polish se agarrando em alguns lugares da França), mas estávamos todos esperando pela estreia do mesmo por amor a atriz.

Então o filme saiu, super indie e sem distribuidor, não chegou aos cinemas propriamente ditos e o mundo dos downloads estava aguardando a sua chegada por que essa seria a única maneira de conseguirmos assistir o filme. E eis que uma amiga conseguiu um link descente e me mandou. Como eu já estava a certo tempo atrás dele, baixei na mesma hora!

Sabe quando você chega pra ver um filme e não tem nenhum tipo de expectativa? Eu fui ver esse filme meio que desse jeito... Tinha brincado antes que o filme não tinha trama, só a Stana e o Mark se pegando enlouquecidamente pela França, e era realmente isso que eu achava que ia acontecer. Pra minha sorte e espanto, não foi nada disso que aconteceu.

For Lovers Only é basicamente uma historia de amor que não é.

Como assim?

O filme segue a French New Wave no estilo que foi feito... Cenografia, trabalho de câmera, figurino, locação, tudo. E o que é isso? É quebrar o paradigma que se tem que o filme tem que ser parado e com um certo estilo para que dê certo, é deixar o filme fluir, não se preocupar com o que se tem em volta, usar tudo e todos em prol do filme e não o contrário como hoje dia muitas vezes é como o cinema é visto. E o filme só funciona por causa disso, por causa dessa entrega, dessa falta de preocupação com o roteiro ou com a maquiagem para que você possa sentir.

Por que é isso que esse filme faz, ele faz você sentir.

Tem muito tempo que eu não vejo um filme que me dê essa vontade louca de escrever sobre ele, ou que me dê vontade de vê-lo de novo logo depois que ele terminou. E foi exatamente esse sentimento que tomou conta de mim ontem depois de terminar de ver o filme. Eu queria simplesmente apertar o play e ver tudo de novo.

Eu poderia contar sobre o que é o filme... Mas não teria a menor graça, exatamente pelo motivo que eu citei acima. Esse é o tipo de filme que você precisa assistir, e de preferencia sem saber o que está acontecendo, eu acho que metade da experiência foi essa.

Mas, voltando a primeira afirmação, o filme é realmente uma historia de amor que não é. Quem assistiu 500 Days Of Summer tem uma ideia do que pode ser isso (não comparando os dois, por favor, bizarramente diferentes, mas dá pra fazer um paralelo depois de ter visto ambos os filmes até que interessante – talvez num próximo post), aquela história que era sobre o amor e não de amor. Essas preposições fazem uma super diferença; e com For Lovers Only é a mesma coisa.

Você começa a história meio que pelo meio, mas não necessariamente pelo meio. Confuso, eu sei, mas insisto que esse é o filme para se sentir, logo, a minha explicação (como eu também já disse) é inútil. Uma historia de amor pode ter muitos começos... Você pode sim se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa e nem sempre nos momentos certos. Você pode amar uma pessoa só durante toda a sua vida e mesmo assim o timing entre os dois pode sempre estar um pouco atrasado ou um pouco adiantado e vocês passarem a vida toda sem conseguir terem um tempo para poder viver esse amor, simplesmente serem um com o outro.

O filme acompanha uma parte? O final? Alguns dias da vida deles? Não dá pra saber ao certo... Mas o filme conta a história de Yves e Sofia, que se reencontram em Paris depois de muito tempo longe um do outro. Só essa informação dada já é o suficiente, eu acho, para que faça um pouco de sentido tudo o que eu venho falando.

Mas sim, o filme discorre a partir desse reencontro e o que flui dele, esse amor que consome os dois da maneira mais intensa possível. O filme não é necessariamente um filme sobre uma história de amor, mas sim sobre o amor. Sobre o simples estar com alguém que você ama.

É impressionante o que o filme consegue passar com tão poucos diálogos, não é um filme com um roteiro fenomenal, mas sim essencial. O pouco dialogo que existe vem para ilustrar como essas pessoas lidam mais com o mundo lá fora do que com eles mesmos... Isso nós podemos ver na maneira como o Yves toca no rosto da Sofia, ou como ela brinca com o cabelo dele quando eles estão deitados sem dizer nada um pro outro. O roteiro, ou a falta dele para algumas pessoas, é o que nos deixa perceber a intimidade dessas duas pessoas, como elas conseguem falar tantas coisas com um olhar ou um gesto, como se tudo no mundo fizesse sentido a partir do momento em que você olha nos olhos da outra pessoa. Como eles simplesmente são.

Por isso que eu repito que esse filme não foi feito para ser discutido, mas para ser sentido. No mais verdadeiro sentido da palavra.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Luke & Lorelai (Gilmore Girls)

 

E como primeiro casal igualmente adorado pelas duas donas desse blog, nada mais natural do que Luke/Lorelai, né? Afinal, o blog provavelmente não existiria se não fosse Gilmore Girls...

Apesar da série não ser centrada no casal, e sim no relacionamento mãe e filha de suas protagonistas, o relacionamento desses dois personagens definiu o tom de quaase todas as temporadas da série, de uma forma ou de outra..

 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mulder e Scully (Arquivo X)

É meio complexo, pra mim, falar de Mulder e Scully. Junto com Lois e Clark eles foram os primeiros casais que eu gostei, achei bonitinho... Meu pai ama ficção cientifica e HQ’s, então eu conheço Lois e Clark desde que me entendo por gente; e eu acompanhava Arquivo X com o meu pai desde muito pequena (se não me falha a memória o primeiro episodio que eu vi foi Memento Mori – quarta temporada – e eu tinha uns nove ou dez anos).

Então, esse casal é assim, a epítome do que uma parceria deve ser (pra mim). Desculpa os que vieram depois, incluindo os que eu amo também, mas é impossível superar o que Mulder e Scully foram para o gênero, pra internet e para o universo dos fandoms. Eu lia fics Mulder/Scully sem mesmo saber o que fics eram (a revista Sci Fi fez um concurso no começo de 2000 e publicou as melhores fics que foram enviadas e eu li todas elas enlouquecidamente sem nem ao menos saber o que tava acontecendo – anos depois eu iria acabar escrevendo fics também, algumas sobre Mulder e Scully mesmo, mas isso é outro assunto).

Mas, vamos lá (e esse é o último post com um casal que nossa querida Luce não conheça, a partir de agora serão casais que as duas adoram, logo, a pressão aumenta em 100%).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Chuck & Sarah (Chuck)


Falar de Chuck e Sarah é fácil, é delicioso, é quase uma terapia... Mas eu sinto que preciso dar um aviso básico: esse post vai conter spoilers do final da 4ª temporada de Chuck, que ainda não foi ao ar no Brasil. Se você acompanha só por aqui e não quer saber, melhor esperar um pouquinho...

(da minha parte esse é o último casal que eu não tenho em comum com a Adara. A partir da semana que vem, meus posts serão de casais que ela também admira com todo o coração, o que aumenta a pressão, né, mas eu farei o possível pra sobreviver... =-P)


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Rick Castle/Kate Becket (Castle)

Nada mais justo que, depois da Luce ter começado isso tudo com o primeiro casal que ela realmente investiu (e enlouqueceu), agora que é a minha vez eu continue com o último casal que me conquistou (faz sentido na minha cabeça).

Comecei a ver Castle sem querer. Me preparei pra não gostar da série mas foi impossível. Eu brinco com as meninas e falo que Castle é igual Chuck, ou você ama ou você odeia; e pensando bem é exatamente por aí que a coisa funciona mesmo (infelizmente elas amam Chuck e eu Castle, seria tudo mais fácil se todas conseguissem amar as duas séries, mas né... aí era pedir demais).

E Castle, como toda boa série policial/criminal/com-agentes-do-FBI-ou-da-CIA você tem dois personagens principais para criar a tensão (aqui no caso Richard Castle e Katherine Beckett), e o que me chamou a atenção é como esses dois personagens não só interagem, mas como desde o inicio existe uma atração entre eles que não é negada (não que eles se peguem logo de cara, longe disso, mas eles brincam com esse fato o tempo todo, nunca deixando o outro esquecer que se ele quiser...).

O Pilot (o episódio que vende a série pro estúdio) sempre serve para que o espectador tenha uma idéia do que seria a série, como os relacionamentos iniciais são forjados e coisas do tipo. Na maioria das vezes, os pontos principais da história não estão ali (ou eles mudam algumas coisas no segundo episódio em diante); mas com Castle, tudo que você precisa saber sobre a série está no Pilot. O jeito playboy de ser do Castle, o fato que a Beckett é fã do trabalho dele a muito tempo, o caso do assassinato da mãe dela, as relações entre o Castle e a família dele, assim como a Beckett com os detetives que a ajudam. Tudo, até mesmo a tensão inicial e a recusa (da parte da Beckett) de ceder a essa tensão são parte fundamental desse primeiro episódio.

(É por isso que agora é um tanto irônico ver que o Castle não quer mais a Beckett indo atrás do assassino da mãe dela, sendo que se não fosse por ele eles nunca teriam reaberto o caso).

Essas pequenas coisas foram o que me fizeram gostar da série e dos personagens, mas o que fez me apaixonar pelos personagens e pelo casal é o fato que eles não se completam. É fácil (e lindo, não me entendam mal), perceber na maioria das séries que os dois personagens que você quer ver juntos são tão diferentes e mesmo assim são perfeitos um para o outro pelo simples fato de serem diferentes. Tem algo um tanto quanto poético nisso tudo, o fato das suas diferenças serem aquilo que os une. E, pra mim, essa é a maior diferença em Castle.

A principio os dois não poderiam ser mais diferentes. Ele, um playboy abusado que em uma ocasião roubou um cavalo da Policia montada de New York (nu) em pleno Central Park; ela, uma detetive “by the book” em todos os aspectos possíveis e imaginários. Essa união, a primeira vista, nunca daria certo. Egos e vidas completamente diferentes. Mas, ao decorrer da primeira temporada (se é que pode se chamar de temporada uma vez que tem somente dez episódios), você já consegue perceber que os dois são na verdade mais parecidos do que ambos imaginam.

Rick Castle tem sim seus momentos de estrelismo e parece ser uma criança adulta (a five year old in a sugar rush), não levando nada a sério e flertando com qualquer coisa que tenha seios e mais de 18 anos; inicialmente é só isso que nós vemos... Mas com o passar do tempo podemos perceber que ele é muito mais “caseiro” do que parece, que ele é um pai presente e amigo (a relação dele com a Alexis é uma das coisas mais adoráveis na TV americana depois de Lorelai e Rory Gilmore), que ele se preocupa com a família dele em primeiro lugar, que não existe nada mais importante do que proteger as pessoas que ele ama e que o apóiam. E isso é basicamente a descrição inicial que seria dada para o personagem da Kate. E ela, por sua vez, depois de algum tempo mais confortável com o fato que o escritor não vai largar o seu pé tão cedo, começa a mostrar um lado mais rebelde dela (a cena em que ela conta que tem uma tatuagem é impagável), mais extrovertido e irônico.

É aí que a beleza do relacionamento dos dois se torna uma experiência rara em relação a alguns outros casais aos quais poderiam ser comparados (e não, não estou me referindo a Booth/Brennan). Eles têm diferenças, sim; mas as suas similaridades são o que os unem. Seria fácil para Beckett simplesmente descartar o Castle como infantil e irresponsável, mas quando ela passa a presenciar o relacionamento dele com a sua filha e a sensibilidade dele com o caso da sua mãe (uma das melhores cenas para descrever esse aspecto do relacionamento dos dois seria a cena final de Sucker Punch quando ele diz que não vai mais continuar com a parceria dos dois por ter passado dos limites durante o caso que os levou a achar o assassino da mãe dela – mas ainda sem saber quem pagou pelo assassinato e por que – e ela não o deixa ir embora, dizendo que quer ele por perto quando ela finalmente achar o verdadeiro culpado), ela é obrigada a rever as opiniões que tinha sobre ele; e é aí que ela começa a se abrir mais e a confiar nele como seu partner (colocar a palavra ‘parceiro’ aqui não daria o mesmo sentido que a palavra em inglês nos dá, desculpa).

Muitas pessoas dizem que o Castle mudou a Beckett. Que com a chegada dele na equipe dela ela passou a ser mais divertida, mais alegre. Eu sou uma das pessoas que não concorda com essas afirmações. Eu acredito sim que ele trouxe esse lado dela que já existia para fora. O fato deles não necessariamente se completarem não quer dizer que eles não tragam para fora o melhor que existe dentro do outro. O Castle consegue sim tirar da Beckett esse lado mais divertido e “care free”, mas não é como se ela nunca tivesse sido assim... Ela mudou muito com a morte da mãe dela e se tornou mais reclusa e séria e pessimista, e com a chegada do Castle ela se solta mais, ele faz com que ela se sinta mais confortável com esse lado da personalidade dela que antes parecia ter deixado de existir.

Mas como tudo em Castle, essa não é uma mão única. Assim como ele ajuda a transpor esse lado mais alegre da Beckett de volta a vida, ela também extrai dele um lado mais responsável e até sério, mas que também já existia antes. Eles conseguem se balancear de uma maneira em que quando o momento exige ambos estão no mesmo lugar, não um fazendo piadinhas e o outro carregando todo o peso do mundo nas suas costas... Agora eles conseguem dividir esse peso, fazendo com que a tarefa de achar assassinos e levar um pouco de conforto para a família das vitimas não seja tão desgastante, mas nunca menos importante.

O fandom de Castle brinca com o fato que nós temos palavras chave para descrever o relacionamento dos dois, uma delas – e a principal eu diria – sendo always (sempre). Eles têm sim muitas coisas em comum além da admiração pelo trabalho do outro, nessas três temporadas é possível perceber um desenvolvimento no relacionamento deles que vai além do interesse romântico, é realmente uma parceria que supera o fato de ela ter um namorado do momento e ele, enquanto a vê caída no chão baleada (para quem não viu o último episodio isso foi um spoiler), fala que a ama.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Organizando essa bagaça...

A aparição da Adara por aqui me inspirou a tentar retomar o projeto... Então eu pensei, já que somos duas, porque não dividir o desafio em dois?

Depois de muito papo e muitas ideias, os casais da nossa vida vão passar a ser posts semanais aqui no blog. É, isso mesmo, semanais. Porque a gente chegou a conclusão que se a gente não determinar datas, a gente não vai postar nunca!

Então vamos organizar... (ah, the Monica way of life... =-P)

Eu postarei às quartas feiras e a Adara postará às sextas. Cada uma vai escrever sobre nove casais (curiosidade: dos 18 casais escolhidos, só existem quatro que são exclusivos de cada uma. Os outros 14 são igualmente amados pelas duas, o que torna tudo mais bonito. Pelo menos eu acho...).

Adara (sextas feiras, começando em 28/05)

- Castle/Beckett (Castle) (postado em 27/05)
- Tim/Tyra (Friday Night Lights)
- Matt/Julie (Friday Night Lights)
- Ross/Rachel (Friends)
- Ned/Chuck (Pushing Daisies)
- Mulder/Scully (The X-Files) (postado em 03/06)
- Sydney/Vaughn (Alias)
- Lois/Clark (Smallville)
- Rory/Logan (Gilmore Girls)

Lucy (quartas feiras, a partir de 01/06)

- Pacey/Joey (Dawson's Creek) (postado em 06/02)
- Chuck/Sarah (Chuck) (postado em 01/06)
- Luke/Lorelai (Gilmore Girls) (postado em 08/06)
- Booth/Brennan (Bones)
- Peter/Olivia (Fringe)
- Sawyer/Kate (Lost)
- Tami/Eric (Friday Night Lights)
- Harry/Ginny (Harry Potter)
- Ron/Hermione (Harry Potter)

Lembrando que a ordem dos casais não é pré-determinada, porque depende muito da inspiração do momento, sabe? E, provavelmente, depois que terminarmos esse projeto (se ele realmente chegar ao fim - =-P), a gente faça um post comentando outros ships menores, mas igualmente marcantes...

Então é isso aí... O desafio (re)começa agora essa semana... Por favor, fiquem a vontade pra cobrar a gente caso a gente não poste! É fato que a gente funciona melhor sob pressão...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Por que sou copiona mesmo!

Quanto tempo!!

Acho digno que minha parceira em blog aplicou um "desafio" para ela mesma e parou depois do primeiro casal que ela escreveu... e eu, como gosto de copiar mesmo, vou tentar fazer igual. Não vou colocar os mesmos casais por que né, ninguém merece ficar lendo sempre as mesmas coisas (e o fato que a Luce se expressa melhor que eu é fato e eu acho que é melhor deixar nossos casais favoritos na mão dela mesmo).

Minha lista então, é a que segue:

Castle/Beckett (Castle)
Tim/Tyra (Friday Night Lights)
Ned/Chuck (Pushing Daisies)
Mulder/Scully (The X Files)
Sydney/Vaughn (Alias)
Lois/Clark (Smallville)

A intenção é tentar escrever pelo menos um por semana (pra ajudar a passar o hiatus e pra não ficar querendo dar de loca e postar tudo junto), mas duvido que eu vá seguir esse critério.

(Sim, minha lista é metade da lista da Luce mas por que daquela lista nós compartilhamos vários casais e eu tenho certeza que os essays dela são bem melhores do que os meus então tá tudo certo!!)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Por que tem gente que se importa com cada coisa...

A alguns dias do Oscar, resolvi, finalmente, colocar os meus palpites em relação à premiação desse ano no papel (baseado em tudo que eu vi – praticamente todos os filmes indicados ou mencionados aqui – e em tudo o que veio acontecendo nessa temporada de premiações). Por que sim, eu sou daquelas pessoas que se importam com esse tipo de coisa, fazer o quê?
Só coloquei aqui as categorias principais por que se fosse pra falar de tudo eu não ia ter coragem.


Melhor atriz coadjuvante

Indicadas: Amy Adams – O Vencedor, Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei, Jacki Weaver – Animal Kingdom, Melissa Leo – O Vencedor, Hailee Steinfeld – Bravura Indômita

Quem ganha: Melissa Leo. Ganhou basicamente tudo que tinha pra ganhar já (por mais que eu ache que entre a Melissa e a Amy, Amy é muito superior).

Quem pode surpreender: Heilee Steinfeld. Assisti ao filme por que gosto muito dos irmãos Cohen e sem a menor vontade de gostar da personagem interpretada pela Heilee, mas, tenho que admitir, o que essa menina fez com o papel foi impressionante.

Quem eu gostaria que ganhasse: Helena Bonham Carter. Eu sou apaixonada pela Helena a muito tempo, e eu realmente acho que está mais do que na hora de reconhecê-la como a ótima atriz que é. Praticamente perfeita atuando ao lado do Colin Firth e do Geoffrey Rush, e basicamente a única mulher do elenco, seria muito merecido se ela acabasse levando o prêmio.

Quem foi esnobado: Mila Kunis. Eu sou uma das pessoas que sempre gostou da Mila mas nunca a levou a sério (provavelmente por que só a conhecia por causa de That’s 70’s Show). Por isso fiquei surpresa quando vi que ela estava em Cisne Negro. E depois de ver o filme deu pra entender o porquê da repentina fascinação do mundo com a atriz.

Quem foi esnobado versão 2: Marion Cottilard. Sim, eu acredito que o trabalho dela em A Origem valia uma indicação (mas se eles nem indicaram o Christopher Nolan, eu não esperava que fossem lembrar-se da Marion)

Melhor ator coadjuvante

Indicados: Christian Bale – O Vencedor, Jeremy Renner – Atração Perigosa, Geoffrey Rush – O Discurso do Rei, John Hawkes – Inverno da Alma, Mark Ruffalo – Minhas Mães e meu Pai

Quem ganha: Christian Bale. Já deveria ter ganho pelo O Maquinista (onde nem ao menos foi indicado), mas pelo menos isso será retificado esse ano.

Quem pode surpreender: Geoffrey Rush. Sou suspeita a falar, mas acho difícil achar uma atuação ruim ou mais ou menos em O Discurso do Rei. Rush dá uma aula lindíssima de atuação nesse filme, sem contar a química maravilhosa que acontece em cena entre ele e Colin Firth.

Quem foi esnobado: Andrew Garfield. Nessa categoria é fácil achar pessoas esnobadas, mas no caso do Andrew eu realmente esperava que ele fosse ao menos indicado. Fiquei um pouco decepcionada.

Melhor atriz

Indicados
: Nicole Kidman – Reencontrando a Felicidade, Jennifer Lawrence – Inverno da Alma, Natalie Portman – Cisne Negro, Michelle Williams – Blue Valentine, Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai

Quem ganha: Natalie Portman. Acho que já vi e revi Cisne Negro umas seis vezes. Filme absurdamente perturbante e magnífico. Você consegue praticamente sentir as mudanças que estão acontecendo com a Nina em você e isso só é possível quando você tem uma atriz do calibre da Natalie Portman no papel principal.

Quem pode surpreender: Annette Bening. Maravilhosa no filme, ela merece um Oscar a muito tempo mas sempre que é indicada é com outras atrizes que estão em uma fase absurda em suas carreiras e acabou não dando certo pra Annette das outras vezes.

Quem foi esnobado: Julianne Moore. Adoro a atriz e alguns diriam que eu sou suspeita para falar dela, mas realmente acho que ela merecia um lugarzinho aqui.

Melhor ator

Indicados
: Jesse Eisenberg – A Rede Social, Colin Firth – O Discurso do Rei, James Franco – 127 Horas, Jeff Bridges – Bravura Indômita, Javier Bardem – Biutiful

Quem ganha: Colin Firth. Nem precisa falar muita coisa não é? Impecável como Rei “gago” George VI.

Quem pode surpreender: Eu realmente não acredito que alguém possa tirar esse prêmio do Colin Firth, mas, se eu tiver que escolher eu vou com Jeff Bridges que está muito bom em Bravura Indômita, mas nada que possa ofuscar o Colin.

Quem eu quero que ganhe: Colin Firth. Já deu pra perceber que eu gosto do ator, né?

Quem foi esnobado: Leonardo Dicaprio. E não por A Origem, mas sim por A Ilha do Medo. A Academia não leva o Leonardo a sério. Nunca. O que é triste por que ele evolui bastante e se tornou um ator fantástico.

Quem foi esnobado versão 2: Ryan Gosling. Eu acredito que em filmes como Blue Valentine, não dá pra se ter uma parte da equação (lê-se Michelle Williams) perfeita e a outra ficar pela metade. É o tipo de filme onde os dois precisam estar em completa sintonia e por isso não faz sentido a falta de indicação para o Ryan Gosling e uma indicação (mais que merecida) para Michelle Williams.

Melhor diretor

Indicados: Darren Aronovsky – Cisne Negro, David Fincher – A Rede Social, Tom Hooper – O Discurso do Rei, David O. Russell – O Vencedor, Joel e Ethan Coen – Bravura Indômita

Só queria deixar claro aqui que para essa categoria eu não tenho certeza nenhuma, nem de quem perde nem de quem ganha.

Quem ganha: Tom Hopper, David Fincher ou Joel e Ethan Coen. Pelo histórico da Academia eu nunca desconsidero Joel e Ethan Coen. Eles gostam dos irmãos e seus filmes têm o apelo que o Oscar gosta.Tom Hopper é excepcional na hora de lidar com emoções e O Discurso do Rei é isso, emoções. Ele consegue infringir um grau de likability (não consigo achar uma palavra em português pra isso, desculpem) para com os seus personagens por mais que você não deva gostar deles... é impressionante. David Fincher dirigiu um filme maravilhoso do, e para, o nosso tempo, de uma maneira brilhante. Se a Academia quiser fazer diferente (como aconteceram algumas vezes) e premiar o diretor e não o filme, eu acredito que o Oscar iria para o Fincher. Mas se eles forem seguir a tradição é mais provável que os irmãos ou Hopper leve.

Quem pode surpreender: Daren Aronovsky. A maneira como foi filmado Cisne Negro é absurda. Particularmente, um dos filmes mais bem dirigidos do ano passado.

Quem eu quero que ganhe: Daren ou Hopper. Qualquer um dos dois me deixaria imensamente feliz.

Quem foi esnobado: CHRISTOPHER NOLAN! Filme mais que brilhante que só é tudo que é devido ao seu diretor, sem duvida nenhuma. Eu tiraria David O. Russel dessa disputa sem dó nenhuma para colocar o Christopher Nolan aí.

Melhor longa animado

Indicados: Como Treinar o Seu Dragão, O Mágico, Toy Story 3

Quem ganha: Toy Story 3. Nem tem o que falar aqui.

Quem pode surpreender: Como Treinar o Seu Dragão. Filme adorável mas que infelizmente não tem como nem tentar disputar o lugar de melhor animação com Buzz e Woody.

Quem eu quero que ganhe: Toy Story 3. Quando cheguei em casa fui pegar meus brinquedos antigos só pra ver se estava tudo bem. Um filme que faz isso com você merece um prêmio desses.

Quem foi esnobado: Enrolados. A mais nova recontagem da historia da Rapunzel merecia um lugarzinho aqui, por mais que não fosse ganhar.

Melhor filme

Indicados
: Cisne Negro, O Vencedor, A Origem, O Discurso do Rei, A Rede Social, Minhas Mães e meu Pai, Toy Story 3, 127 Horas, Bravura Indômita, Inverno da Alma

Quem ganha: O Discurso do Rei ou Bravura Indômita. A maior guerra aqui eu acho que fica entre esses dois filmes mesmo. O Discurso do Rei tem tudo que a Academia gosta (além de ser sim um filme excelente), e Bravura Indômita tem tudo que americano gosta. Pra mim, um dos dois leva.

Quem pode surpreender: A Rede Social e O Vencedor. Eu realmente não vejo A Rede Social ganhando (desculpa quem tá torcendo por eles, eu não vejo a Academia escolhendo esse filme dentre todos dessa lista... não acho que eles estejam prontos pra isso, por mais que tenham premiado Guerra ao Terror ano passado). O Vencedor é um ótimo filme, mas não sei também se entre esses dez seria uma das escolhas da Academia.

Quem eu quero que ganhe: O Discurso do Rei ou Cisne Negro. Pra falar a verdade queria muito que O Discurso do Rei ganhasse tudo ao que ele está indicado. O filme mais completo do ano pra mim, com certeza.

Quem foi esnobado: Pasmem, não consigo pensar em ninguém que tenha sido esnobado nessa categoria. Muito estranho.



Tem algum tempo já que eu não via a briga pelo maior premio do cinema tão acirrada e com filmes tão bons assim. Algumas das categorias são previsíveis, como sempre, mas eu realmente acho que para melhor diretor e melhor filme, ficou tudo extremamente em aberto até o ultimo minuto. Mas, é isso aí! Temporada de premiações acabando... a vida volta ao normal, né?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pacey & Joey (Dawson’s Creek)

“I remember everything…”
(Imagem by Polly)


Acho digno inaugurar esse projeto com o que foi a minha primeira obsessão em termos de casal, né? Naquela época eu nem sabia o que era fandom, ships e coisas do gênero, mas Dawson’s Creek foi a primeira série que me envolveu a ponto de me colocar na internet atrás de notícias, foi a primeira série que me deu bons amigos (e alguns inimigos!), foi a primeira série cujos personagens passaram a fazer parte integral da minha vida e mesmo hoje, anos depois do final, eles ainda são mais do que queridos pra mim…

(curiosidade: pra quem não sabe, na época eu mantinha um site centrado nesse casal, chamado True Love Brasil. Era trabalho beeem amador, mas tinha minhas fics, minhas opiniões, fotos, vídeos… Bons tempos aqueles…)

Os casais da minha vida…

 

Acho que não é novidade pra ninguém o fato de eu ter uma certa paixão por séries de TV. Paixão essa que envolve certas loucuras, como o fato de ficar acordada de madrugada e ir trabalhar com apenas 4 horas de sono, só pra poder assistir ao episódio que acabou de terminar nos EUA…

É normal fazer análises de personagens, comentar cada atitude da vida de cada um deles como se eles fossem pessoais reais, que a gente conhece de algum canto. Porque eles são uma presença tão real na minha vida, que eu nem estranho… Patético? Talvez, mas parte de quem eu sou. Então who cares? =-P

Obviamente, por analisar constamente os personagens, eu me apego bastante a casais nessas séries pelas quais me apaixono. E me apego mesmo, torcendo pra eles ficarem juntos, sofrendo com os obstáculos, comemorando as vitórias e chorando as lágrimas deles. Como são personagens que estão constamente na minha vida, é quase como se eu estivesse dando palpites na vida dos meus amigos!

Em inglês, esse ato de torcer loucamente pra um determinado casal de uma série/livro/filme é chamado de shipping. Vem de relationSHIP (relacionamento, em inglês) e o casal que as pessoas adotam como seu preferido passa a ser o seu ship. Quando eu comecei a me envolver nesse mundo de fangirl alucinada, eu não sabia que isso existia – mas já tinha meus ships, com muito orgulho. Com o aumento de séries, aumentou o número de ships. Claro que não é com todos que eu me importo do mesmo jeito…

Alguns são queridos durante a série, mas não envolvem as longas análises, a mente viajando nos horários mais bizarros pensando nos momentos divididos pelos personagens e etc. Não é desses que eu quero falar, quero falar dos outros, das obsessões constantes, daqueles casais que dão até dor no coração (sério!), que fazem rir e fazem chorar…

Tempo livre eu não tenho, mas vontade tenho de sobra, então decidi me dar uma tarefa: vou usar esse espaço (quase abandonado, sejamos honestos) para fazer análises desses meus casais. O que me fez amá-los, o que me fez feliz e o que me fez sofrer em cada um deles. Não sei se vou conseguir terminar esse projeto – tenho tendência a deixar certas coisas de lado de vez em quando – mas prometo fazer o possível…

Fiz uma lista dos casais que mais me marcaram/marcam nessa vida de fangirl alucinada que eu levo. São esses que aparecerão aqui no blog nas próximas semanas, não necessariamente na ordem que eu coloquei aqui (até porque a ordem vai depender da minha inspiração pra escrever):

- Pacey/Joey (Dawson’s Creek)
- Luke/Lorelai (Gilmore Girls)
- Sawyer/Kate (Lost)
- Booth/Brennan (Bones)
- Peter/Olivia (Fringe)
- Ross/Rachel (Friends)
- Harry/Ginny (Harry Potter)
- Ron/Hermione (Harry Potter)
- Eric/Tami (Friday Night Lights)
- Matt/Julie (Friday Night Lights)
- Chuck/Sarah (Chuck)
- Logan/Veronica (Veronica Mars)

São 12 casais (yeah, I know) e eu provavelmente vou demorar um mês pra escrever todos eles, se eu conseguir manter o ritmo que eu estou impondo pra mim. Foi difícil pra caramba fazer essa escolha, até porque eu tive/tenho outros ships que me afetam muito até hoje mas, sejamos honestos, nunca que eu conseguiria falar de todo mundo…

Então que sejam esses… Se der certo, quem sabe eu não faço um post final com uma menção honrosa praqueles que não apareceram na lista principal, né?

Desejem-me sorte! Acho que eu vou precisar… =-P

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cisne Negro

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Apesar de não ter nenhum tipo de ligação com o mundo da dança, esse filme chamou minha atenção desde as primeiras notícias sobre ele – obviamente por causa da presença da Natalie Portman, uma queridinha minha desde sempre. Depois que o filme começou a ser exibido e as críticas começaram a aparecer – uma mais elogiosa do que a outra – a curiosidade ficou ainda maior. Quando saíram as indicações para os primeiros prêmios do ano (Golden Globes e SAG Awards), é claro que eu já estava numa hype sem igual… Até que eu, finalmente, consegui assistir ao filme…

(não entremos em detalhes sobre o “como”, pode ser? =-P)

A história parece simples e esperada: uma cia de dança nova-iorquina, comandada por um francês daqueles bem exigentes, vai fazer uma montagem do famoso balé “O Lago dos Cisnes”. O diretor decide, porém, trocar a já experiente bailarina principal da companhia (interpretada por Wynona Ryder, que me supreendeu porque eu não sabia que ela estava no filme), por um novo rosto. A escolhida é, claro, a personagem da Natalie e ela vai ter que enfrentar todos os tipos de pressão possíveis para se manter no papel.

Não vou entrar em detalhes sobre o enredo do filme, para não estragar a experiência de ninguém que ainda queira vê-lo. Basta dizer que o filme é cheio de tensão e de beleza. Apesar do enredo, como eu já disse, aparentemente simples, é um filme de suspense muito bem escrito, absurdamente bem dirigido e estrelado de forma magistral por Natalie Portman. As dualidades da história, o confronto entre a realidade e a fantasia, aparecem desde o início e nos deixam na ponta da cadeira, quase a roer as unhas a espera da resolução.

O que me surpreendeu de forma muito positiva, foi a atuação da Mila Kunis, como uma das dançarinas da companhia. O que eu conhecia dela era a personagem escrachada na extinta That’s 70’s Show, então confesso que fiquei surpresa com as críticas e as indicações. Depois de ver o filme, porém, eu entendo, perfeitamente. Sua personagem e a personagem da Natalie são completamente opostas e elas duas interpretam esses papéis de forma indiscutível…

Resumindo, é um filme imperdível para quem gosta de boas histórias, maravilhosamente dirigidas e incrivelmente interpretadas. Acredito que seja ainda mais atrativo para quem tenha algum tipo de relacionamento com o mundo da dança – que, pelo pouco que eu conheço, é realmente um mundo bastante competitivo e complicado – mas eu garanto que, mesmo quem não tem nenhuma noção do que é essa realidade – tipo eu, que nem dançar sei – vai terminar o filme sem palavras…

Minha reação inicial quando o filme terminou? Eu fiquei – literalmente e sem exageros – boquiaberta…

(o filme tem previsão de estreia, aqui no Brasil, na primeira semana de fevereiro… Se eu souber de mais detalhes, edito aqui…)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Não é raro as pessoas virem até mim e pedirem dicas sobre séries. Vira e mexe as pessoas me perguntam o que eu estou assistindo, o que eu recomendo, o que eu acho que vale a pena... Pensando nisso, eu decidi aproveitar esse espaço pra montar uma lista de recomendações... Vou falar de todas as séries que estou assistindo atualmente, ai quem tiver paciência, lê! =-P

(e paciência será necessária, porque a coisa é longa!)


sábado, 11 de setembro de 2010

Bones

"Brain and heart, Bones. Brain and heart..."


Eu não sei dizer quando foi, exatamente, a primeira vez que eu ouvi falar de Bones. Acho que foi por meio de alguém que eu conheci na época da obsessão por Gilmore Girls - antes da Brazilian Thread nascer - que assistia e falava sobre a série. Mas, pra ser sincera, não era uma coisa que eu fazia questão de assistir: séries criminais nunca chamaram minha atenção. Eu até vejo, uma outra vez, algumas delas, sempre pra fazer companhia pra minha mãe, que as adora de paixão, mas eu nunca investi em nenhuma delas, então não fazia questão de correr atrás e mal sabia do que se tratava.

Quando nasceu a Brazilian Thread e começaram as indicações de séries por causa dos gostos em comum, ficou claro que Bones era um favorito das meninas. Eu, however, continuava sem fazer a menor questão de assistir porque, como disse, séries forenses nunca chamaram minha atenção e eu achava que Bones seria a mesma coisa. A Polly, porém, não concordava comigo e, de forma sutil no começo e descarada depois, ela começou a me apresentar a Bones. Primeiro foi vídeo da Emily cantando, para que eu transformasse em mp3. Depois foram gifs de alguns olhares fantásticos dos personagens principais... Isso sem contar os infinitos comentários dela e da Adara sobre várias coisas da série, claro... Quando adotamos o Skype nas nossas vidas, ela começou a me mandar links de vídeos do YouTube, para que víssemos juntas.

Ajudada pela Ana Paula, a Polly deu um passo ainda maior: me mandou as três primeiras temporadas de Bones, que já haviam passado e eram a minha desculpa pra não começar a assistir (faltava paciência pra baixar temporadas inteiras de uma vez, a internet não era aquelas coisas no passado). Os DVDs chegaram em setembro e minha vida corrida não me permitiu assistir. Eles ficaram pelos cantos, até janeiro, quando eu finalmente parei pra assistir. O ano? 2009 - sim, a obsessão é recente assim, nem parece. =-P

Eu lembro bem que, depois de meia dúzia de episódios, eu já estava correndo atrás dos DVDs oficiais pra comprar - na época tinha sido lançado um box com a primeira e a segunda temporadas juntas, e nem saia tão caro, então antes mesmo de ter visto 10 episódios da série, eu já era dona das duas primeiras temporadas. E isso era só o começo... Hoje em dia, eu digo sem nem hesitar que, entre todas as séries que eu assisto e que amo, Bones está no topo. Sem dúvida nenhuma...



Como eu falei, séries forenses nunca foram séries que chamaram a minha atenção desse jeito. Apesar de ver um outro episódio aqui e ali, eu nunca investi nessas séries. O que tem de diferente em Bones, então? Acho que começa com o casal ai nesse cartaz, os protagonistas. A química do David Boreanaz e da Emily Deschanel é uma coisa fora do comum e, como a gente já disse aqui nesse blog, elenco bem escolhido e com química faz MUITA diferença, sem dúvida nenhuma.

Pra quem não sabe, Bones é uma série centrada na Dra. Temperance Brennan (Emily), uma antropóloga forense e escritora famosa, que é convidada para trabalhar junto com o FBI, na resolução de assassinatos. Seu parceiro nisso tudo é o agente Seeley Booth (David). Junto com eles há, claro, vários outros personagens, cada um em sua área e com suas características marcantes, que completam o elenco e contam as histórias de forma fantástica...

(sim, eles são todos lindos, e nem tem cara de cientistas... =-P)

Então, para mim, a primeira grande diferença de Bones, com relação às outras séries criminais que temos por aí, são os personagens. Porque todos eles, sem exceção (e eu não estou falando só dos dois protagonistas, e sim do elenco todo) têm vários níveis de complexidade e são completos, diferentes do que eu havia encontrado por ai, nas outras séries (vale lembrar que essa é a MINHA opinião. Pra mim, não há, em outra série forense/criminal, personagens do mesmo nível dos personagens de Bones. Provavelmente tem gente que discorda de mim mas, as we say, "o que seria do verde se todos gostassem do amarelo", certo?)

Acho que não é difícil afirmar, então, que a característica mais marcante da série está, provavelmente, na oposição dos dois mundos: o mundo científico, representado principalmente pela Brennan, e o mundo do Booth, que é um mundo bem mais "emocional". Desde o primeiro episódio essa oposição fica clara e, apesar de ambos terem mudado muito e aprendido a enxergar e aceitar os pontos de vistas do outro, ela ainda aparece com uma certa frequência.

A frase que eu usei aqui no título do post, por exemplo, é retirada de uma conversa deles dois, na qual o Booth tenta fazer a Brennan entender que deve haver um equilíbrio entre as duas coisas, que, da mesma forma que ela "rejeita" as reações puramente emocionais, as reações puramente racionais também não devem ser levadas em conta. No contexto desse determinado episódio, a Brennan entende isso e age, em parte, com o coração, o que é uma enorme evolução pra personagem... Ao mesmo tempo, em várias circunstâncias, a gente começa a ver o Booth pelo menos tentando agir um pouco mais racionalmente - tudo influência da Brennan e dos cientistas do Instituto Jeffersonian em sua vida...

Claro que, apesar de seus personagens complexos, divertidos e interessantes, Bones tem uma plot forense bem clara. Pra mim, uma vez mais, ela vai apresentar uma diferença com relação às outras séries do mesmo estilo: Bones é uma série muito mais centrada nos seus personagens do que no caso, propriamente dito. Todas as semanas há um caso a ser resolvido - sempre a partir de restos mortais em condições bem ruins, o que torna a série um bocado nojenta em alguns momentos - mas, mesmo durante a investigação, tudo gira em torno dos questionamentos e das situações dos personagens. É sempre a oposição entre o racional e o emocional, a mistura das vidas profissional e pessoal, os conflitos internos ou entre os personagens...

Desde que eu passei a acompanhar os episódios inéditos (na metade da quarta temporada) eu tenho visto, felizmente, um crescimento na audiência. Apesar de episódios controversos (como as até hoje discutidas finales das temporadas 3, 4 e 5), Bones tem uma boa base de fãs fiéis (e potencialmente chatos por causa disso, sejamos sinceros), produtores dedicados (o criador e produtor da série, Hart Hanson, mantém um twitter onde responde a maior parte das perguntas dos fãs - até mesmo daqueles chatos que acham que tem direito a dar palpite em tudo - sempre com seriedade, bom humor e sem nunca dar desculpas esfarrapadas para suas decisões) e um grande apoio da emissora em que é veiculada. Esse ano, por exemplo, a FOX usou o elenco da série para apresentar as "previews" das novas temporadas de suas séries. Se isso não significa que tem prestígio na emissora, não sei o que pode significar...

Bones não é uma série fácil de se "vender" pros amigos, eu diria. Demorei muito tempo pra começar a assistir exatamente porque existe aquela ideia de que, tirando um outro detalhe, as séries forenses e criminais são todas iguais e quem precisa de mais uma série dessas, certo? Se eu tivesse que classificar Bones, porém, eu faria diferente. Eu li em algum lugar - não tenho ideia de onde, porque faz muito tempo e eu não me lembro - que Bones deveria ser considerada uma "comédia romântica com corpos em decomposição". E pode não ser um slogan dos mais bonitos, mas é bem isso...

Agora, dia 23 de setembro, estreia lá nos EUA a sexta temporada da série. Como sempre, os primeiros episódios de Bones são muito aguardados, porque seguem finales controversas. Eu sei que eu estou roendo as unhas de ansiedade, mas uma coisa eu garanto: depois de fazer uma maratona completa (sim, passei os últimos dois meses, mais ou menos, revendo TODOS os episódios de Bones) eu não tenho dúvidas de que os escritores/produtores sabem exatamente o que estão fazendo. Então, sim, eu faço parte daquele grupo pequeno de fãs que confia no Hart Hanson! E com orgulho!

Pra quem não conhece Bones e se interessou, eu recomendo! O ideal é tentar assistir a todos os episódios porque, como eu disse, não é uma série criminal normal e para entender certas atitudes dos personagens, por exemplo, era legal acompanhar a evolução deles com o passar dos anos... Mas, se quiser pelo menos "experimentar" e ver do que se trata, a FOX reprisa as temporadas antigas da série todos os dias, às 19h... Vale a pena, tenham certeza!

terça-feira, 13 de julho de 2010

"Eis aqui, seus velhos conhecidos..."

É bem verdade que eu já falei de Despertar da Primavera aqui. Falei sobre o que a peça significou pra mim, sobre as formas como ela me afetou - tanto como fangirl obsessiva quanto como professora/educadora - e dei a minha opinião sobre essa montagem maravilhosa. E lá, no final do post, eu falei sobre como a peça - depois de ter tocado a vida de tantas pessoas - estaria de volta em uma curtíssima temporada em SP...

Pois então, eles voltaram. Reestrearam no Teatro Frei Caneca nesse último final de semana e eu, felizmente, tive a oportunidade de vê-los novamente na segunda apresentação dessa nova temporada. Algumas pequenas grandes mudanças depois - e as chamo assim porque elas não mudam, em nada, a integridade e a grandiosidade da peça - e eu sai do teatro tão maravilhada como quando sai a primeira vez.

Provavelmente porque esse elenco ama a peça tanto quanto os fãs, era nítida a alegria de cada um deles naquele palco. A energia do teatro era simplesmente incrível - ouso dizer que era ainda melhor do que a energia na primeira parte da temporada. Assim como nós, na plateia, estávamos extasiados em vê-los novamente, era claro que eles, ali no palco, sentiam-se da mesma forma. As vozes pareciam mais claras e bonitas, as interpretações ainda mais intensas e reais (e olha que eu não achei que isso fosse possível), os sorrisos maiores e mais sinceros... Entrega, total e completa.

E, no final das contas, acho que é isso que faz a diferença. Os fãs se apaixonam do que jeito que se apaixonam, porque a peça é apresentada para nós com paixão - uma paixão claramente verdadeira e intensa. Eu vejo por aí um bom número de fãs afirmando que "Despertar da Primavera" mudou muita coisa na vida deles - e eu acho que isso só é possível porque, de alguma forma, mudou muita coisa na vida de todos os envolvidos...

Foi minha quarta vez "despertando" - cada vez que fui, foi uma situação diferente, uma sensação diferente, uma alegria diferente. Dessa vez, porém, eu fiz algo que ainda não tinha feito: fiquei por ali, no saguão do teatro, esperando pelos atores. Eu nunca tinha feito isso por uma série de motivos - pressa na hora de embora, sensação de claustrofobia que me dá quando tem muita gente por perto - mas sempre achei muito legal ver o relato das pessoas que o faziam, todo mundo sempre elogiando a atenção, o cuidado e o carinho dos atores. E agora posso dizer, com certeza e por experiência própria, que o elenco de "Despertar da Primavera" é simplesmente incrível.

Eles passam pelos fãs e cumprimentam todos, sem exceção. E fica bem claro que nenhum deles faz isso de má-vontade. Eles estão provavelmente exaustos - afinal, essa peça não é brincadeira - mas eles sorriem, dão autógrafos, tiram fotos e conversam com os fãs pelo tempo que é possível. Ficamos ali por uma boa meia hora, provavelmente um pouco mais, e conseguimos falar com quase todos eles. Alguns cercados de gente, outros já se livrando da multidão, mas todos atenciosos e simpáticos, fazendo piadas, agradecendo sinceramente, pedindo opinião...

A Adara falou em um outro post aqui no blog, sobre como é bem claro que o sucesso de Glee - fenômeno do ano na TV americana - veio, em grande parte, por causa do elenco e da paixão que eles têm pela história e pelos personagens. Então, talvez, a grande mágica de "Despertar da Primavera" - além do fantástico texto e da incrível direção - tenha sido o casting de Moeller & Botelho.

Enquanto o elenco está ali naquele palco, amando aquela peça com todo o coração, estamos na plateia, sentindo exatamente a mesma coisa... E, na saída, quando fica claro que eles se dedicam aos fãs da mesma forma que os fãs se dedicam a eles - apesar do cansaço, das preocupações ou de outros compromissos que eles possam ter - fica muito difícil não querer estar ali muitas e muitas outras vezes...

Então é isso, de novo...

"Despertar da Primavera" é uma peça diferente de tudo que eu já vi: pela temática, pelo texto, pela direção, pela música, pela abordagem de temas polêmicos com cuidado e sinceridade, pelos fãs apaixonados e pelo elenco apaixonante.

É uma peça que eu vi quatro vezes, ainda acho pouco, e que tentarei ver mais vezes.

É uma peça que eu recomendo a todos que eu conheço: quem já viu, vá ver de novo! E quem não viu: VEJA!

Informações:

Onde: TEATRO SHOPPING FREI CANECA
Quando: 10 a 19 de julho e 23 de julho a 15 de agosto
Sábados - 18h (R$70,00 - inteira/R$ 35,00 - meia)
Domingos - 20h (R$70,00 - inteira/R$ 35,00 - meia)
Segundas - 20h30 (R$50,00 - inteira/R$25,00 - meia)


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Indicados ao Emmy 2010!!

Saíram hoje as indicações para o 62º Prêmio Emmy, que vai ser realizado no dia 29 de agosto. Como em todos os anos, eu tinha minhas torcidas e minhas expectativas e, apesar desse ano eu ter me surpreendido com várias coisas, sempre tem alguma coisa que desanima...

Mas paremos de enrolação e falemos do que interessa:

Melhor Série Dramática

Lost
Breaking Bad
Dexter
Mad Men
True Blood
The Good Wife

Não vejo nenhuma grande surpresa nessa categoria. Sinceramente, não acompanho a maioria delas, mas como acompanhei as edições anteriores do prêmio, além de opiniões de críticos e espectadores, não esperava uma lista muito dessa. Como não assisto às outras séries, talvez a minha opinião seja suspeita, mas tenho quase certeza de que Lost leva o prêmio esse ano. A temporada - apesar de cercada de controvérsias e opiniões diversas - fechou com chave de ouro uma série que foi um fenômeno mundial. Algumas pessoas podem discordar de mim - e sei que uma boa parte vai - mas não acho que a temporada tenha deixado a desejar em quase nenhum aspecto e acho que esse reconhecimento seria a forma perfeita de fechar uma era na televisão mundial...

Outros Comentários:

* Sinto falta de Friday Night Lights na categoria. Concordo que a série teve seus altos e baixos nos últimos anos, mas a quarta temporada recuperou o brilhantismo e a perfeição da primeira e eu acho que tinha, sim, um lugar aqui.

* Meu lado super otimista esperava, de alguma forma, uma menção a Parenthood - ainda acho que isso só não aconteceu porque a NBC escolheu mandar o primeiro episódio para os "voters" e esse primeiro episódio foi o mais fraquinho...

* Sou só eu que não suporta Mad Men? Vejo muitas pessoas falando super bem - críticos e espectadores - mas o pouco que assisti da série mais me desagradou do que qualquer outra coisa...

Melhor Atriz em Série Dramática

Julianna Margulies (The Good Wife)
Mariska Hargitay (Law and Order: SVU)
Glenn Close (Damages)
Kyra Sedgwick (The Closer)
January Jones (Mad Men)
Connie Britton (Friday Night Lights)

Minha maior satisfação das indicações desse ano está bem aqui: a indicação de Connie Britton. Desde a primeira temporada que eu sustento que ela mereça pelo menos o reconhecimento (porque eu nem sou tão exigente, sei que o prêmio é long shot entre essas estrelas que ela enfrenta) e desde a primeira temporada que eu venho continuamente me decepcionando com a ausência nela na categoria. E, sim, sem dúvida, nessa que foi uma fantástica temporada da série, ela com toda a certeza se superou e merecia a indicação! Uma vez mais, não posso comentar muito, porque não assisto a maioria das séries, mas se o Emmy seguir a lógica dos últimos anos e acompanhar o Globo de Ouro, o prêmio deve ir pra Julianna Margulies, que, pelo pouco que vi de The Good Wife, merece!

Outros Comentários:

* Apesar de dizer que eu me recuso a ter expectativas para prêmios como o Emmy, porque sei que ele vai acabar me decepcionando, confesso que eu estava sinceramente esperando uma indicação pra Lauren Graham por Parenthood. Já é difícil superar que o trabalho dela como Lorelai nunca foi reconhecido...

* Eu sei que a maioria dos fãs de Lost esperava uma indicação para a Evangeline nessa categoria, mas, apesar de concordar que ela é uma ótima atriz e que a Kate teve seus momentos fantásticos, eu não acho que essa temporada tenha sido a melhor para ela.

* Mariska de novo? Really? Tá, eu assisti muito pouco de SVU nessa vida, então é complicado falar, mas really?

Melhor Ator em Série Dramática:

Joe Hamm (Mad Men)
Kyle Chandler (Friday Night Lights)
Bryan Cranston (Breaking Bad)
Hugh Laurie (House M.D.)
Michael C. Hall (Dexter)
Matthew Fox (Lost)

Minha primeira reação a essa lista: OMG, KYLE CHANDLER! Outro que, junto com a Connie, merecia esse reconhecimento há muito tempo e me agrada muito saber que tal reconhecimento finalmente veio, ainda mais depois da temporada que ele teve em Friday Night Lights. Eu acho, com poucas dúvidas, que quem leva o prêmio esse ano é o Michael C. Hall - não acompanho Dexter, mas pelo que tenho acompanhado, não seria uma surpresa e seria mais do que merecido.

Outros Comentários:

* Não, eu não acho que o Matthew Fox mereça estar nessa lista e nada vai me fazer mudar de ideia. Já desde a época de Party of Five que eu não gosto da atuação dele e não posso dizer que o Jack tenha feito minha opinião mudar. Eu vejo as pessoas elogiando a maravilhosa atuação dele, falando sobre a fantástica evolução do personagem e não posso deixar de questionar se as pessoas não estão confundindo o ator com o personagem. MF nunca me convenceu como Jack, sempre me irritou com os acessos de raiva e acessos de choro extremamente forçados e não acho que durante a tal da redenção do PERSONAGEM ele tenha se saído tão bem assim. #prontofalei

* Adoro que, entra ano e sai ano, o Hugh Laurie está sempre na lista. Acompanho muito pouco de House, infelizmente, mas o pouco que vi nesses anos é suficiente para ter certeza de que ele merece todas as indicações e reconhecimento que vem junto com elas...

Melhor Ator Coadjuvante de Série Dramática:

John Slattery (Mad Men)
Aaron Paul (Breaking Bad)
Martin Short (Damages)
Terry O'Quinn (Lost)
Michael Emerson (Lost)
Andre Braugher (Men of a Certain Age)

Na boa, acho que nessa categoria não tem muito o que falar além de Michael Emerson e Terry O'Quinn. Esses dois, sim, tiveram uma temporada fantástica em Lost e não só merecem estar aqui, como merecem ganhar o prêmio! (podia dar empate técnico, né?) Como a gente sabe que isso não é possível, minha aposta vai para o Terry, que teve o complicado trabalho de fazer dois personagens completamente diferentes e o fez de forma magistral. Sem exagero, a diferença entra o John Locke e o Smoke Monster era absurda. Ele já tem um prêmio, conquistado em 2007 e, na minha opinião, o de 2010 já tem o nome dele...

Outros Comentários:

* Sabe quem falta nessa categoria? John Noble, fazendo tudo e mais um pouco como Walter Bishop, em Fringe. Eu sei que série de SciFi tem uma certa dificuldade em ser aceita - exceto por Lost, que consegue o reconhecimento por todos os seus referenciais - mas o John definitivamente merecia, especialmente nessa segunda temporada, na qual pudemos vê-lo interpretando dois personagens bastante diferentes um do outro...

* Posso confessar uma coisa? Vendo as propagandas na Warner, tinha certeza que Men of a Certain Age era comédia... O.o

Melhor Atriz Coadjuvante de Série Dramática:

Sharon Gless (Burn Notice)
Christine Baranski (The Good Wife)
Christina Hendricks (Mad Men)
Rose Byrne (Damages)
Archie Panjabi (The Good Wife)
Elizabeth Moss (Mad Men)

Nessa categoria eu, sinceramente, não tenho como dar opinião nenhuma, porque não acompanho nenhuma das séries e não teria a menor ideia do que estaria falando. Já deu pra perceber, entretanto, que as principais séries dramáticas do ano foram The Good Wife e Mad Men (uma que vi poucas vezes e pude perceber um grande potencial e outra que, como já disse lá em cima, não me afeta em absolutamente nada). O engraçado é olhar para essa categoria e não encontrar nenhuma das atrizes coadjuvantes de Grey's Anatomy. É a primeira vez em muito tempo que isso acontece e é, provavelmente, um reflexo da queda de qualidade da série (já me disseram, porém, que a coisa melhorou no final da temporada - preciso ver pra dar minha opinião)

Melhor Comédia

Glee
Modern Family
Curb Your Enthusiasm
Nurse Jackie
30 Rock
The Office

Mais uma categoria sem muitas surpresas que, pra mim, tem campeão certo e óbvio: Glee. Nem venham me dizer que sou suspeita pra falar por ser fã, estou seguindo a lógica (afinal, a série teve expressivas 19 indicações) e o louvor da crítica. Glee foi, definitivamente, a maior surpresa do ano: um show para o qual as pessoas não davam nem um ano completo que se tornou um fenômeno incrível. Vai ganhar e vai ser merecido, sem dúvida nenhuma.

Outros Comentários:

* 30 Rock de novo? Really? Eu meio que já cansei dessa série e de todo o reconhecimento que ela tem, sinceramente. Não vejo absolutamente nada nela que mereça tamanho estardalhaço, mas tudo bem, eu supero - contanto que não vença.

Melhor Ator de Comédia:

Larry David (Curb Your Enthusiasm)
Alec Baldwin (30 Rock)
Matthew Morrison (Glee)
Steve Carell (The Office)
Jim Parsons (The Big Bang Theory)
Tony Shalhoub (Monk)

Queridos deuses da TV: CHEGA DE ALEC BALDWIN GANHANDO PRÊMIOS! JÁ DEU, NÉ? Na minha singela opinião, quem merece esse prêmio - e já merece há muito tempo - é o Jim Parsons. Não acho que tenha muito que discutir sobre isso. Tem um lado meu, porém, que acredita que o prêmio pode ir pro Steve Carell, que anunciou sua saída da série. Não sei, realmente estou dividida (talvez porque não importa o que eu aposte, O ALEC BALDWIN SEMPRE VENCE SEM MERECER... O.o)

Outros Comentários:

* E não é que não indicaram o Charlie Sheen? Que choque! (not) Gosto dele, apesar dos pesares, mas acho que o personagem em Two and a Half Men já está tão repetitivo, que cansou - por isso fico feliz em não ver o nome dele nessa lista.

* Sim, amo o Matthew Morrison de paixão, Will é meu personagem favorito, mas não acho que ele vá vencer esse prêmio. A concorrência é grande e, sério mesmo, Jim Parsons merece! =-P

Melhor Atriz de Comédia:

Lea Michele (Glee)
Tina Fey (30 Rock)
Toni Collette (The United States of Tara)
Julia Louis-Dreyfus (The New Adventures of Old Christine)
Edie Falco (Nurse Jackie)
Amy Poehler (Parks and Recreation)

Sabe o pedido que eu fiz ali em cima para os deuses da TV sobre o Alec Baldwin? Faço novamente, sobre a Tina Fey. Sério mesmo. Well, apesar de nunca ter assistido, eu acredito que quem vá vencer esse prêmio seja a Toni Collette, que está sendo cada vez mais elogiada por seu papel nessa série. Meu lado super otimista acredita, sinceramente, que a Lea esteja correndo por fora e possa até surpreender, mas acho bem difícil.

Outros Comentários:

* Julia Louis-Dreyfus? Sério mesmo? Eu achei que pra ganhar melhor atriz de comédia, a pessoa tinha que estar, no mínimo, numa série engraçada, não? O.o

* Estou bastante curiosa pra assistir Nurse Jackie, ainda mais depois de ver o nome da série aparecendo em diversos momentos nas indicações... Será que vale a pena?

Melhor Ator Coadjuvante de Comédia:

Chris Colfer (Glee)
Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother)
Jesse Tyler Ferguson (Modern Family)
Jon Cryer (Two and a Half Men)
Eric Stonestreet (Modern Family)
Ty Burrell (Modern Family)

Como em todos os anos, é uma categoria bem difícil para apostar o vencedor. Minha alegria ao saber que o Chris Colfer foi indicado foi mais do que imensa, porque ele mais do que merece, mas acredito que essa seja a hora do Neil Patrick Harris, na minha opinião. Apesar de How I Met Your Mother não ter tido a melhor das suas temporadas, a atuação do Neil foi sempre consistente, principalmente no fantástico 100º episódio, que culminou com um número musical incrível!

Outros Comentários:

* Oh, God, Jon Cryer de novo? Assim como falei lá em cima do Charlie Sheen, acho que o personagem do Jon é extremamente repetitivo e cansativo e não acho que ele mereça estar ai. Ele foi, para minha frustração insuperável até hoje, o vencedor do ano passado, mas duvido muito que isso se repita esse ano.

* Minha nossa, mas Modern Family tá em todas, hein?! É tudo isso mesmo?

Melhor Atriz Coadjuvante de Comédia:

Jane Lynch (Glee)
Kristen Wiig (Saturday Night Live)
Jane Krakowski (30 Rock)
Julie Bowen (Modern Family)
Sofia Vergara (Modern Family)
Holland Taylor (Two and a Half Men)

Sabe o que eu vou falar dessa categoria: JANE FREAKING LYNCH, BABIES!!!! Merece e é bom que leve esse prêmio, ou não será nem um pouco justo. A personagem dela em Glee é uma das melhores personagens de todos os tempos, sem discussão sobre isso, e o reconhecimento é mais do que necessário.

Outros Comentários:

* Olha Modern Family de novo... Será que eu devo arriscar e assistir a alguma coisa, pra pelo menos saber do que estou falando? Se bem que 30 Rock também aparece pra caramba e eu bem sei do que estou falando quando peço que os deuses da TV me livrem de ver qualquer coisa relacionada a essa série recebendo prêmios...

Outras Indicações Importantes a Serem Comentadas:

* Ator Convidado em Comédia: Neil Patrick Harris, como Brian Ryan, em Glee - tá vendo, o Neil merece tanto, que foi indicado duas vezes, pelos dois papéis que fez durante a temporada. Apesar de ter achado que o personagem que ele fez em Glee foi mais do que fantástico, acho que o Barney,d e How I Met Your Mother, é mais merecedor do prêmio.

* Ator Convidado em Comédia: Mike O'Malley, como Burt Hummel, em Glee - outra indicação mais do que merecida para um trabalho em Glee. O personagem do Mike, apesar de não aparecer tanto, tem cenas fantásticas e inesquecíveis, tanto na comédia quanto no drama, sempre com o Chris Colfer do lado. Acho que, se eles não decidirem dar o prêmio para o Neil como consolação (para premiarem outra pessoa na categoria principal), o Mike leva esse prêmio sim...

* Atriz Convidada em Comédia: Kristin Chenoweth, como April Rhodes, em Glee - imagino que não tenha sido uma grande surpresa para quem conhece a Kristin e conhece Glee. Nos dois episódios em que esteve presente, ela sem dúvida nenhuma roubou a cena e eu apostaria numa vitória dela, se não fosse pela indicação da Betty White por sua apresentação de Saturday Night Live. As esperanças e a torcida pela Kristin são enormes, mas eu estou preparada para qualquer que seja o resultado

* Atriz Convidada em Série Dramática: Elizabeth Mitchel, como Juliet Burke, em Lost - fiquei mais do que surpresa com essa indicação e nem sei se ela tem chances de ganhar - mas fico feliz de vê-la finalmente reconhecida. Liz me encantou lá na quarta temporada de Lost (sim, na 4ª, eu não gostava dela antes) e é responsável por eu ter passado a acompanhar uma série centrada em alienígenas! Juliet foi uma personagem forte e marcante e a participação dela no episódio final - pelo qual a Liz foi indicada - foi pequena, mas bastante significativa. Se ela ganhar, não ficarei nem um pouco decepcionada...

Acho que era isso que eu tinha a dizer sobre as indicações desse ano... O post é longo e super analítico, porque eu não resisto e eu espero que pelo menos alguém tenha lido ele até o final. Ainda não vi as indicações a minisséries e filmes para TV - se eu encontrar alguma coisa interessante a ser comentada, eu volto aqui para isso... =-)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Intervalo...

Não, esse blog não está abandonado. Eu tenho, no momento, dois posts começados e um idealizado, sobre três séries diferentes, para colocar aqui. Dia desses eu chego lá, promessa! =-P

Estava eu vendo uma ótima entrevista da Julia Roberts na Oprah ontem e ela comentou que, quando recebeu o livro Comer, Rezar, Amar (Eat, Pray, Love - que eu ainda não li, mas pretendo ler antes de ver a adaptação que tem a Julia como estrela), assim que se deu conta do quanto aquele livro significaria para ela, foi imediatamente até o computador e encomendou uma cópia pra dar de presente pra melhor amiga, porque precisava ter alguém lendo aquela mesma história ao mesmo tempo que ela...

Achei isso mais do que fantástico, confesso! Porque eu entendo essa necessidade - aliás, eu tenho essa mesma necessidade. Afinal, a maior parte das minhas obsessões existe porque pessoas ao meu redor descobriram determinada série/filme/livro e tiveram a necessidade de ter alguém pra surtar junto....

E eu acredito que nenhuma das obsessões teria a mesma graça se eu não conhecesse pessoas que surtam da mesma maneira que eu... Há toda uma necessidade de compartilhar certas coisas, de saber que aquela mesma empolgação/raiva/decepção está sendo sentida por uma pessoa que você conhece e com quem você vai poder falar do assunto depois...

Claro, a gente nem sempre concorda em tudo - muito pelo contrário! Vira e mexe acontecem umas discussões acaloradas, com pontos de vista diferentes... Não é tão divertido como quando a gente concorda com tudo, mas não deixa de ser bom também... E, no fim, a gente sempre se acerta... Ou, quando não se acerta, é só citar um dos muitos pontos em comum (o mais acertado, sempre, é Booth/Brennan, de Bones! Fato!) que tudo fica bem...

A pergunta agora é, por que diabos eu estou falando nisso aqui? Pra explicar aquela contagem que apareceu ali no topo do blog... Dia 14 de julho eu e Adara estaremos embarcando para Fortaleza, para uma viagem que vai envolver, definitivamente MUITOS surtos coletivos com muitas obsessões...

E, de novo, eu juro que volto com posts mais sérios...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

E nunca foi tão lindo...

"Glee, by its on definition, is about opening yourself up to joy."

Sou uma das pessoas que não consegue acreditar que um ator seja tão bom a ponto de fazer um filme ou série sem se envolver com os outros atores, ou sem sentir empatia com nenhum deles, com a equipe com que está trabalhando no momento. Realmente acho isso uma missão quase que impossível. É fácil ver na tela quando o elenco não se gosta ou quando existe algum tipo de "richa" entre dois atores (eu estou olhando pra você, Dawson’s Creek).

Isso aconteceu duas vezes com a Shannen Doherty. Primeiro em Barrados no Baile, onde ela não agüentou perder um pouco do seu posto de personagem principal e acabou e acabou tendo que sair da série (os produtores se recusaram a demitir Jennie Garth, atriz com quem ela andava se desentendendo)... Anos depois aconteceu a mesma coisa com Charmed. A sua aclamada volta à televisão teve vida curta por ciúmes do crescimento da personagem da Alyssa Milano dentro do show e mais uma vez teve que abandonar o barco.

Então, é um tanto quanto esperado que se perceba quando um elenco trabalha de maneira excepcional que eles, no mínimo, se gostam. Foi o que vimos acontecer com os elencos de Friends (onde todos ainda se falam e continuam presentes nas vidas uns dos outros, seis anos depois do término da série) e Lost, por exemplo. E, recentemente, podemos ver também com o elenco de Glee.

Glee tinha tudo para ser uma série de vida curta. Vinda da mente um tanto quanto enlouquecida de Ryan Murphy (enlouquecida por que é a mesma mente que criou Nip/Tuck, uma das séries mais surtadas que eu já tive o prazer de assistir), se trata de um time de losers, os nossos queridos perdedores, de um colégio americano. Se fosse só isso, seria mais uma série adolescente. Mas Glee também é música. E a música de Glee é que a destaca de todas as outras séries teens que você já viu.

Um dos pré-requisitos para se fazer parte da série era cantar. A grande sacada da série é o fato que ela segue um grupo de alunos que fazem parte do "grupo do coral" como foi traduzido pela Fox. Logo, os números musicais não são uma parte aleatória da série. Os alunos não saem por aí cantando a trama do episódio do nada. Alguns números acontecem na mente dos personagens, sim, mas essa é parte da beleza da história.

Agora, para fazer isso funcionar, era preciso um elenco que, além de cantar, dançar e atuar, se aturasse também. Se em uma série normal de 40 minutos os atores e equipe passam em torno de 12 a 14 horas por dia juntos, em uma série onde existem músicas e coreografias para se aprender, em adicional as suas falas, os atores passariam, no mínimo, por volta de 16 horas juntos. Não dá pra trabalhar com a Shannen Doherty num ambiente desses.

E na minha leiga opinião, Glee se superou de uma maneira absurda com o elenco escolhido. Desde o recém saído do colégio Chris Colfer (um "achado" na vida do Ryan Murphy... Ele fez o teste para o papel do Artie, mas acabou ganhando um papel escrito especialmente para ele) até Lea Michele, cria da Broadway (canta e atua desde os oito anos de idade, tendo passado por peças como Les Mis e Spring Awakening – que ganhou uma versão brasileira com o nome de Despertar da Primavera) o elenco de Glee é uma mistura de rostos não conhecidos que por mágica, sorte ou qualquer outro motivo, se deram tão bem que levaram isso para tela e... Bom, deu no que deu.

A série já ganhou vários prêmios, e em sua maioria prêmios para o elenco. Foi escolhida a melhor série de comédia no Globo de Ouro, melhor elenco no SAG Awards, melhor série nova no People’s Choice Awards... Tanto a mídia quanto o público se encantaram por esse bando de losers que saem por aí dançando e cantando, seja na televisão ou na vida real.

A música não é o único diferencial de Glee. A união do elenco, na minha opinião, conta muito mais do que qualquer outra coisa. A série viveria se os roteiros fossem vazios, sem sentido ou estúpidos? Não. Mas a série também não viveria se o elenco se odiasse e não agüentasse passar mais que duas horas juntos.

E o que é mais divertido em relação ao elenco de Glee, é que você quase se sente parte dele. Quase todos os atores da série tem uma conta no twitter, e são seguidos por praticamente todos os fãs da série... Cory Monteith (Finn) posta videos do elenco nos bastidores da série quase que diariamente, Dianna Agron (Quinn) também tem uma conta no tumblr (outro site para compartilhar fotos e vídeos) e fala sobre suas músicas favoritas, filmes e sobre coisas um pouco mais pessoais – como quando ela trancou o carro com a chave e o vestido que ela usaria para a cerimônia do Globo de Ouro dentro do carro – e as compartilha com os fãs. Durante os primeiros meses de gravações da séria Dianna e Lea Michele (Rachel) moraram juntas e costumavam fazer pequenas reuniões com o elenco na casa delas para verem os episódios já produzidos ou simplesmente para estarem juntos.

E como eu fico sabendo disso?! Por que eu sou uma das muitas que os seguem no twitter e que fica sim toda besta quando um menciona o outro em uma entrevista, ou quando saem fotos na internet com alguns deles juntos fazendo qualquer coisa... Isso é coisa de fã.

Também é coisa de fã, e qualquer um que tenha olhos na verdade, ver que essa amizade, essa parceria que eles tem, passa pras cenas; principalmente nos números musicais. A personagem Rachel é odiada por todos, a essa altura do campeonato a única pessoa que abertamente apóia a Rach é o Finn. Mas, mesmo com todas as personagens supostamente a odiando, eles parecem esquecer disso... Quando eles estão cantando Lean On Me (episódio 1.10 – Ballads), é possível ver tantas cenas que colocadas no contexto da série seriam erradas, mas que quando você conhece um pouquinho do lado pessoal dos atores, fica totalmente compreensível.

Proud Mary, Somebody to Love, Ride Wit Me, Keep Holding On, My Life Would Suck Without You… em todas essas cenas é possível perceber um ou outro ator que não deveria estar muito feliz com o colega, pelo bem da trama e das personagens, mas que nessas horas, não se importa com isso.

Eles estão em turnê agora. Alguns shows, acho que 10 no total (ou algo próximo disso), pelos Estados Unidos, cantando as músicas da série. Dia 15/05 (sábado) foi o primeiro show, em Phoenix. No domingo a internet estava cheia de vídeos das músicas interpretadas... posso dizer com segurança que eu e minhas amigas não ficávamos enlouquecidas desse jeito por vídeos no youtube a um bom tempo. E, pelas conversas no twitter, qualquer um pode perceber que sim, nós gostamos das músicas (nós até paramos de falar quando Lea Michele canta, tamanho respeito pela voz dela), mas o que nos deixa rindo iguais crianças são os pequenos momentos em que eles interagem no palco.

Lea segurando a mão da Dianna no final de Somebody to Love. O sorrisinho da Naya quando a Heather passa por ela em Bad Romance. O beijo do Chris no rosto da Amber em Like A Prayer. A animação do Mark e do Harry cantando Don’t Stop Believin’. É foi isso que me conquistou em Glee.

Os ingressos esgotaram em praticamente todos os postos de venda em menos de 10 minutos. Com essa informação eles aumentaram o número de shows em alguns lugares como em Los Angeles e Nova Iorque. E eu posso dizer sem dúvida nenhuma que a rapidez dos fãs de irem atrás dos seus ingressos, primeiramente, é por causa do elenco. Para poderem ver, em primeira mão, como é a interação dessas pessoas que parecem ter a amizade perfeita.