segunda-feira, 16 de maio de 2011

Por que sou copiona mesmo!

Quanto tempo!!

Acho digno que minha parceira em blog aplicou um "desafio" para ela mesma e parou depois do primeiro casal que ela escreveu... e eu, como gosto de copiar mesmo, vou tentar fazer igual. Não vou colocar os mesmos casais por que né, ninguém merece ficar lendo sempre as mesmas coisas (e o fato que a Luce se expressa melhor que eu é fato e eu acho que é melhor deixar nossos casais favoritos na mão dela mesmo).

Minha lista então, é a que segue:

Castle/Beckett (Castle)
Tim/Tyra (Friday Night Lights)
Ned/Chuck (Pushing Daisies)
Mulder/Scully (The X Files)
Sydney/Vaughn (Alias)
Lois/Clark (Smallville)

A intenção é tentar escrever pelo menos um por semana (pra ajudar a passar o hiatus e pra não ficar querendo dar de loca e postar tudo junto), mas duvido que eu vá seguir esse critério.

(Sim, minha lista é metade da lista da Luce mas por que daquela lista nós compartilhamos vários casais e eu tenho certeza que os essays dela são bem melhores do que os meus então tá tudo certo!!)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Por que tem gente que se importa com cada coisa...

A alguns dias do Oscar, resolvi, finalmente, colocar os meus palpites em relação à premiação desse ano no papel (baseado em tudo que eu vi – praticamente todos os filmes indicados ou mencionados aqui – e em tudo o que veio acontecendo nessa temporada de premiações). Por que sim, eu sou daquelas pessoas que se importam com esse tipo de coisa, fazer o quê?
Só coloquei aqui as categorias principais por que se fosse pra falar de tudo eu não ia ter coragem.


Melhor atriz coadjuvante

Indicadas: Amy Adams – O Vencedor, Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei, Jacki Weaver – Animal Kingdom, Melissa Leo – O Vencedor, Hailee Steinfeld – Bravura Indômita

Quem ganha: Melissa Leo. Ganhou basicamente tudo que tinha pra ganhar já (por mais que eu ache que entre a Melissa e a Amy, Amy é muito superior).

Quem pode surpreender: Heilee Steinfeld. Assisti ao filme por que gosto muito dos irmãos Cohen e sem a menor vontade de gostar da personagem interpretada pela Heilee, mas, tenho que admitir, o que essa menina fez com o papel foi impressionante.

Quem eu gostaria que ganhasse: Helena Bonham Carter. Eu sou apaixonada pela Helena a muito tempo, e eu realmente acho que está mais do que na hora de reconhecê-la como a ótima atriz que é. Praticamente perfeita atuando ao lado do Colin Firth e do Geoffrey Rush, e basicamente a única mulher do elenco, seria muito merecido se ela acabasse levando o prêmio.

Quem foi esnobado: Mila Kunis. Eu sou uma das pessoas que sempre gostou da Mila mas nunca a levou a sério (provavelmente por que só a conhecia por causa de That’s 70’s Show). Por isso fiquei surpresa quando vi que ela estava em Cisne Negro. E depois de ver o filme deu pra entender o porquê da repentina fascinação do mundo com a atriz.

Quem foi esnobado versão 2: Marion Cottilard. Sim, eu acredito que o trabalho dela em A Origem valia uma indicação (mas se eles nem indicaram o Christopher Nolan, eu não esperava que fossem lembrar-se da Marion)

Melhor ator coadjuvante

Indicados: Christian Bale – O Vencedor, Jeremy Renner – Atração Perigosa, Geoffrey Rush – O Discurso do Rei, John Hawkes – Inverno da Alma, Mark Ruffalo – Minhas Mães e meu Pai

Quem ganha: Christian Bale. Já deveria ter ganho pelo O Maquinista (onde nem ao menos foi indicado), mas pelo menos isso será retificado esse ano.

Quem pode surpreender: Geoffrey Rush. Sou suspeita a falar, mas acho difícil achar uma atuação ruim ou mais ou menos em O Discurso do Rei. Rush dá uma aula lindíssima de atuação nesse filme, sem contar a química maravilhosa que acontece em cena entre ele e Colin Firth.

Quem foi esnobado: Andrew Garfield. Nessa categoria é fácil achar pessoas esnobadas, mas no caso do Andrew eu realmente esperava que ele fosse ao menos indicado. Fiquei um pouco decepcionada.

Melhor atriz

Indicados
: Nicole Kidman – Reencontrando a Felicidade, Jennifer Lawrence – Inverno da Alma, Natalie Portman – Cisne Negro, Michelle Williams – Blue Valentine, Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai

Quem ganha: Natalie Portman. Acho que já vi e revi Cisne Negro umas seis vezes. Filme absurdamente perturbante e magnífico. Você consegue praticamente sentir as mudanças que estão acontecendo com a Nina em você e isso só é possível quando você tem uma atriz do calibre da Natalie Portman no papel principal.

Quem pode surpreender: Annette Bening. Maravilhosa no filme, ela merece um Oscar a muito tempo mas sempre que é indicada é com outras atrizes que estão em uma fase absurda em suas carreiras e acabou não dando certo pra Annette das outras vezes.

Quem foi esnobado: Julianne Moore. Adoro a atriz e alguns diriam que eu sou suspeita para falar dela, mas realmente acho que ela merecia um lugarzinho aqui.

Melhor ator

Indicados
: Jesse Eisenberg – A Rede Social, Colin Firth – O Discurso do Rei, James Franco – 127 Horas, Jeff Bridges – Bravura Indômita, Javier Bardem – Biutiful

Quem ganha: Colin Firth. Nem precisa falar muita coisa não é? Impecável como Rei “gago” George VI.

Quem pode surpreender: Eu realmente não acredito que alguém possa tirar esse prêmio do Colin Firth, mas, se eu tiver que escolher eu vou com Jeff Bridges que está muito bom em Bravura Indômita, mas nada que possa ofuscar o Colin.

Quem eu quero que ganhe: Colin Firth. Já deu pra perceber que eu gosto do ator, né?

Quem foi esnobado: Leonardo Dicaprio. E não por A Origem, mas sim por A Ilha do Medo. A Academia não leva o Leonardo a sério. Nunca. O que é triste por que ele evolui bastante e se tornou um ator fantástico.

Quem foi esnobado versão 2: Ryan Gosling. Eu acredito que em filmes como Blue Valentine, não dá pra se ter uma parte da equação (lê-se Michelle Williams) perfeita e a outra ficar pela metade. É o tipo de filme onde os dois precisam estar em completa sintonia e por isso não faz sentido a falta de indicação para o Ryan Gosling e uma indicação (mais que merecida) para Michelle Williams.

Melhor diretor

Indicados: Darren Aronovsky – Cisne Negro, David Fincher – A Rede Social, Tom Hooper – O Discurso do Rei, David O. Russell – O Vencedor, Joel e Ethan Coen – Bravura Indômita

Só queria deixar claro aqui que para essa categoria eu não tenho certeza nenhuma, nem de quem perde nem de quem ganha.

Quem ganha: Tom Hopper, David Fincher ou Joel e Ethan Coen. Pelo histórico da Academia eu nunca desconsidero Joel e Ethan Coen. Eles gostam dos irmãos e seus filmes têm o apelo que o Oscar gosta.Tom Hopper é excepcional na hora de lidar com emoções e O Discurso do Rei é isso, emoções. Ele consegue infringir um grau de likability (não consigo achar uma palavra em português pra isso, desculpem) para com os seus personagens por mais que você não deva gostar deles... é impressionante. David Fincher dirigiu um filme maravilhoso do, e para, o nosso tempo, de uma maneira brilhante. Se a Academia quiser fazer diferente (como aconteceram algumas vezes) e premiar o diretor e não o filme, eu acredito que o Oscar iria para o Fincher. Mas se eles forem seguir a tradição é mais provável que os irmãos ou Hopper leve.

Quem pode surpreender: Daren Aronovsky. A maneira como foi filmado Cisne Negro é absurda. Particularmente, um dos filmes mais bem dirigidos do ano passado.

Quem eu quero que ganhe: Daren ou Hopper. Qualquer um dos dois me deixaria imensamente feliz.

Quem foi esnobado: CHRISTOPHER NOLAN! Filme mais que brilhante que só é tudo que é devido ao seu diretor, sem duvida nenhuma. Eu tiraria David O. Russel dessa disputa sem dó nenhuma para colocar o Christopher Nolan aí.

Melhor longa animado

Indicados: Como Treinar o Seu Dragão, O Mágico, Toy Story 3

Quem ganha: Toy Story 3. Nem tem o que falar aqui.

Quem pode surpreender: Como Treinar o Seu Dragão. Filme adorável mas que infelizmente não tem como nem tentar disputar o lugar de melhor animação com Buzz e Woody.

Quem eu quero que ganhe: Toy Story 3. Quando cheguei em casa fui pegar meus brinquedos antigos só pra ver se estava tudo bem. Um filme que faz isso com você merece um prêmio desses.

Quem foi esnobado: Enrolados. A mais nova recontagem da historia da Rapunzel merecia um lugarzinho aqui, por mais que não fosse ganhar.

Melhor filme

Indicados
: Cisne Negro, O Vencedor, A Origem, O Discurso do Rei, A Rede Social, Minhas Mães e meu Pai, Toy Story 3, 127 Horas, Bravura Indômita, Inverno da Alma

Quem ganha: O Discurso do Rei ou Bravura Indômita. A maior guerra aqui eu acho que fica entre esses dois filmes mesmo. O Discurso do Rei tem tudo que a Academia gosta (além de ser sim um filme excelente), e Bravura Indômita tem tudo que americano gosta. Pra mim, um dos dois leva.

Quem pode surpreender: A Rede Social e O Vencedor. Eu realmente não vejo A Rede Social ganhando (desculpa quem tá torcendo por eles, eu não vejo a Academia escolhendo esse filme dentre todos dessa lista... não acho que eles estejam prontos pra isso, por mais que tenham premiado Guerra ao Terror ano passado). O Vencedor é um ótimo filme, mas não sei também se entre esses dez seria uma das escolhas da Academia.

Quem eu quero que ganhe: O Discurso do Rei ou Cisne Negro. Pra falar a verdade queria muito que O Discurso do Rei ganhasse tudo ao que ele está indicado. O filme mais completo do ano pra mim, com certeza.

Quem foi esnobado: Pasmem, não consigo pensar em ninguém que tenha sido esnobado nessa categoria. Muito estranho.



Tem algum tempo já que eu não via a briga pelo maior premio do cinema tão acirrada e com filmes tão bons assim. Algumas das categorias são previsíveis, como sempre, mas eu realmente acho que para melhor diretor e melhor filme, ficou tudo extremamente em aberto até o ultimo minuto. Mas, é isso aí! Temporada de premiações acabando... a vida volta ao normal, né?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pacey & Joey (Dawson’s Creek)

“I remember everything…”
(Imagem by Polly)


Acho digno inaugurar esse projeto com o que foi a minha primeira obsessão em termos de casal, né? Naquela época eu nem sabia o que era fandom, ships e coisas do gênero, mas Dawson’s Creek foi a primeira série que me envolveu a ponto de me colocar na internet atrás de notícias, foi a primeira série que me deu bons amigos (e alguns inimigos!), foi a primeira série cujos personagens passaram a fazer parte integral da minha vida e mesmo hoje, anos depois do final, eles ainda são mais do que queridos pra mim…

(curiosidade: pra quem não sabe, na época eu mantinha um site centrado nesse casal, chamado True Love Brasil. Era trabalho beeem amador, mas tinha minhas fics, minhas opiniões, fotos, vídeos… Bons tempos aqueles…)

Os casais da minha vida…

 

Acho que não é novidade pra ninguém o fato de eu ter uma certa paixão por séries de TV. Paixão essa que envolve certas loucuras, como o fato de ficar acordada de madrugada e ir trabalhar com apenas 4 horas de sono, só pra poder assistir ao episódio que acabou de terminar nos EUA…

É normal fazer análises de personagens, comentar cada atitude da vida de cada um deles como se eles fossem pessoais reais, que a gente conhece de algum canto. Porque eles são uma presença tão real na minha vida, que eu nem estranho… Patético? Talvez, mas parte de quem eu sou. Então who cares? =-P

Obviamente, por analisar constamente os personagens, eu me apego bastante a casais nessas séries pelas quais me apaixono. E me apego mesmo, torcendo pra eles ficarem juntos, sofrendo com os obstáculos, comemorando as vitórias e chorando as lágrimas deles. Como são personagens que estão constamente na minha vida, é quase como se eu estivesse dando palpites na vida dos meus amigos!

Em inglês, esse ato de torcer loucamente pra um determinado casal de uma série/livro/filme é chamado de shipping. Vem de relationSHIP (relacionamento, em inglês) e o casal que as pessoas adotam como seu preferido passa a ser o seu ship. Quando eu comecei a me envolver nesse mundo de fangirl alucinada, eu não sabia que isso existia – mas já tinha meus ships, com muito orgulho. Com o aumento de séries, aumentou o número de ships. Claro que não é com todos que eu me importo do mesmo jeito…

Alguns são queridos durante a série, mas não envolvem as longas análises, a mente viajando nos horários mais bizarros pensando nos momentos divididos pelos personagens e etc. Não é desses que eu quero falar, quero falar dos outros, das obsessões constantes, daqueles casais que dão até dor no coração (sério!), que fazem rir e fazem chorar…

Tempo livre eu não tenho, mas vontade tenho de sobra, então decidi me dar uma tarefa: vou usar esse espaço (quase abandonado, sejamos honestos) para fazer análises desses meus casais. O que me fez amá-los, o que me fez feliz e o que me fez sofrer em cada um deles. Não sei se vou conseguir terminar esse projeto – tenho tendência a deixar certas coisas de lado de vez em quando – mas prometo fazer o possível…

Fiz uma lista dos casais que mais me marcaram/marcam nessa vida de fangirl alucinada que eu levo. São esses que aparecerão aqui no blog nas próximas semanas, não necessariamente na ordem que eu coloquei aqui (até porque a ordem vai depender da minha inspiração pra escrever):

- Pacey/Joey (Dawson’s Creek)
- Luke/Lorelai (Gilmore Girls)
- Sawyer/Kate (Lost)
- Booth/Brennan (Bones)
- Peter/Olivia (Fringe)
- Ross/Rachel (Friends)
- Harry/Ginny (Harry Potter)
- Ron/Hermione (Harry Potter)
- Eric/Tami (Friday Night Lights)
- Matt/Julie (Friday Night Lights)
- Chuck/Sarah (Chuck)
- Logan/Veronica (Veronica Mars)

São 12 casais (yeah, I know) e eu provavelmente vou demorar um mês pra escrever todos eles, se eu conseguir manter o ritmo que eu estou impondo pra mim. Foi difícil pra caramba fazer essa escolha, até porque eu tive/tenho outros ships que me afetam muito até hoje mas, sejamos honestos, nunca que eu conseguiria falar de todo mundo…

Então que sejam esses… Se der certo, quem sabe eu não faço um post final com uma menção honrosa praqueles que não apareceram na lista principal, né?

Desejem-me sorte! Acho que eu vou precisar… =-P

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cisne Negro

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Apesar de não ter nenhum tipo de ligação com o mundo da dança, esse filme chamou minha atenção desde as primeiras notícias sobre ele – obviamente por causa da presença da Natalie Portman, uma queridinha minha desde sempre. Depois que o filme começou a ser exibido e as críticas começaram a aparecer – uma mais elogiosa do que a outra – a curiosidade ficou ainda maior. Quando saíram as indicações para os primeiros prêmios do ano (Golden Globes e SAG Awards), é claro que eu já estava numa hype sem igual… Até que eu, finalmente, consegui assistir ao filme…

(não entremos em detalhes sobre o “como”, pode ser? =-P)

A história parece simples e esperada: uma cia de dança nova-iorquina, comandada por um francês daqueles bem exigentes, vai fazer uma montagem do famoso balé “O Lago dos Cisnes”. O diretor decide, porém, trocar a já experiente bailarina principal da companhia (interpretada por Wynona Ryder, que me supreendeu porque eu não sabia que ela estava no filme), por um novo rosto. A escolhida é, claro, a personagem da Natalie e ela vai ter que enfrentar todos os tipos de pressão possíveis para se manter no papel.

Não vou entrar em detalhes sobre o enredo do filme, para não estragar a experiência de ninguém que ainda queira vê-lo. Basta dizer que o filme é cheio de tensão e de beleza. Apesar do enredo, como eu já disse, aparentemente simples, é um filme de suspense muito bem escrito, absurdamente bem dirigido e estrelado de forma magistral por Natalie Portman. As dualidades da história, o confronto entre a realidade e a fantasia, aparecem desde o início e nos deixam na ponta da cadeira, quase a roer as unhas a espera da resolução.

O que me surpreendeu de forma muito positiva, foi a atuação da Mila Kunis, como uma das dançarinas da companhia. O que eu conhecia dela era a personagem escrachada na extinta That’s 70’s Show, então confesso que fiquei surpresa com as críticas e as indicações. Depois de ver o filme, porém, eu entendo, perfeitamente. Sua personagem e a personagem da Natalie são completamente opostas e elas duas interpretam esses papéis de forma indiscutível…

Resumindo, é um filme imperdível para quem gosta de boas histórias, maravilhosamente dirigidas e incrivelmente interpretadas. Acredito que seja ainda mais atrativo para quem tenha algum tipo de relacionamento com o mundo da dança – que, pelo pouco que eu conheço, é realmente um mundo bastante competitivo e complicado – mas eu garanto que, mesmo quem não tem nenhuma noção do que é essa realidade – tipo eu, que nem dançar sei – vai terminar o filme sem palavras…

Minha reação inicial quando o filme terminou? Eu fiquei – literalmente e sem exageros – boquiaberta…

(o filme tem previsão de estreia, aqui no Brasil, na primeira semana de fevereiro… Se eu souber de mais detalhes, edito aqui…)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Não é raro as pessoas virem até mim e pedirem dicas sobre séries. Vira e mexe as pessoas me perguntam o que eu estou assistindo, o que eu recomendo, o que eu acho que vale a pena... Pensando nisso, eu decidi aproveitar esse espaço pra montar uma lista de recomendações... Vou falar de todas as séries que estou assistindo atualmente, ai quem tiver paciência, lê! =-P

(e paciência será necessária, porque a coisa é longa!)


sábado, 11 de setembro de 2010

Bones

"Brain and heart, Bones. Brain and heart..."


Eu não sei dizer quando foi, exatamente, a primeira vez que eu ouvi falar de Bones. Acho que foi por meio de alguém que eu conheci na época da obsessão por Gilmore Girls - antes da Brazilian Thread nascer - que assistia e falava sobre a série. Mas, pra ser sincera, não era uma coisa que eu fazia questão de assistir: séries criminais nunca chamaram minha atenção. Eu até vejo, uma outra vez, algumas delas, sempre pra fazer companhia pra minha mãe, que as adora de paixão, mas eu nunca investi em nenhuma delas, então não fazia questão de correr atrás e mal sabia do que se tratava.

Quando nasceu a Brazilian Thread e começaram as indicações de séries por causa dos gostos em comum, ficou claro que Bones era um favorito das meninas. Eu, however, continuava sem fazer a menor questão de assistir porque, como disse, séries forenses nunca chamaram minha atenção e eu achava que Bones seria a mesma coisa. A Polly, porém, não concordava comigo e, de forma sutil no começo e descarada depois, ela começou a me apresentar a Bones. Primeiro foi vídeo da Emily cantando, para que eu transformasse em mp3. Depois foram gifs de alguns olhares fantásticos dos personagens principais... Isso sem contar os infinitos comentários dela e da Adara sobre várias coisas da série, claro... Quando adotamos o Skype nas nossas vidas, ela começou a me mandar links de vídeos do YouTube, para que víssemos juntas.

Ajudada pela Ana Paula, a Polly deu um passo ainda maior: me mandou as três primeiras temporadas de Bones, que já haviam passado e eram a minha desculpa pra não começar a assistir (faltava paciência pra baixar temporadas inteiras de uma vez, a internet não era aquelas coisas no passado). Os DVDs chegaram em setembro e minha vida corrida não me permitiu assistir. Eles ficaram pelos cantos, até janeiro, quando eu finalmente parei pra assistir. O ano? 2009 - sim, a obsessão é recente assim, nem parece. =-P

Eu lembro bem que, depois de meia dúzia de episódios, eu já estava correndo atrás dos DVDs oficiais pra comprar - na época tinha sido lançado um box com a primeira e a segunda temporadas juntas, e nem saia tão caro, então antes mesmo de ter visto 10 episódios da série, eu já era dona das duas primeiras temporadas. E isso era só o começo... Hoje em dia, eu digo sem nem hesitar que, entre todas as séries que eu assisto e que amo, Bones está no topo. Sem dúvida nenhuma...



Como eu falei, séries forenses nunca foram séries que chamaram a minha atenção desse jeito. Apesar de ver um outro episódio aqui e ali, eu nunca investi nessas séries. O que tem de diferente em Bones, então? Acho que começa com o casal ai nesse cartaz, os protagonistas. A química do David Boreanaz e da Emily Deschanel é uma coisa fora do comum e, como a gente já disse aqui nesse blog, elenco bem escolhido e com química faz MUITA diferença, sem dúvida nenhuma.

Pra quem não sabe, Bones é uma série centrada na Dra. Temperance Brennan (Emily), uma antropóloga forense e escritora famosa, que é convidada para trabalhar junto com o FBI, na resolução de assassinatos. Seu parceiro nisso tudo é o agente Seeley Booth (David). Junto com eles há, claro, vários outros personagens, cada um em sua área e com suas características marcantes, que completam o elenco e contam as histórias de forma fantástica...

(sim, eles são todos lindos, e nem tem cara de cientistas... =-P)

Então, para mim, a primeira grande diferença de Bones, com relação às outras séries criminais que temos por aí, são os personagens. Porque todos eles, sem exceção (e eu não estou falando só dos dois protagonistas, e sim do elenco todo) têm vários níveis de complexidade e são completos, diferentes do que eu havia encontrado por ai, nas outras séries (vale lembrar que essa é a MINHA opinião. Pra mim, não há, em outra série forense/criminal, personagens do mesmo nível dos personagens de Bones. Provavelmente tem gente que discorda de mim mas, as we say, "o que seria do verde se todos gostassem do amarelo", certo?)

Acho que não é difícil afirmar, então, que a característica mais marcante da série está, provavelmente, na oposição dos dois mundos: o mundo científico, representado principalmente pela Brennan, e o mundo do Booth, que é um mundo bem mais "emocional". Desde o primeiro episódio essa oposição fica clara e, apesar de ambos terem mudado muito e aprendido a enxergar e aceitar os pontos de vistas do outro, ela ainda aparece com uma certa frequência.

A frase que eu usei aqui no título do post, por exemplo, é retirada de uma conversa deles dois, na qual o Booth tenta fazer a Brennan entender que deve haver um equilíbrio entre as duas coisas, que, da mesma forma que ela "rejeita" as reações puramente emocionais, as reações puramente racionais também não devem ser levadas em conta. No contexto desse determinado episódio, a Brennan entende isso e age, em parte, com o coração, o que é uma enorme evolução pra personagem... Ao mesmo tempo, em várias circunstâncias, a gente começa a ver o Booth pelo menos tentando agir um pouco mais racionalmente - tudo influência da Brennan e dos cientistas do Instituto Jeffersonian em sua vida...

Claro que, apesar de seus personagens complexos, divertidos e interessantes, Bones tem uma plot forense bem clara. Pra mim, uma vez mais, ela vai apresentar uma diferença com relação às outras séries do mesmo estilo: Bones é uma série muito mais centrada nos seus personagens do que no caso, propriamente dito. Todas as semanas há um caso a ser resolvido - sempre a partir de restos mortais em condições bem ruins, o que torna a série um bocado nojenta em alguns momentos - mas, mesmo durante a investigação, tudo gira em torno dos questionamentos e das situações dos personagens. É sempre a oposição entre o racional e o emocional, a mistura das vidas profissional e pessoal, os conflitos internos ou entre os personagens...

Desde que eu passei a acompanhar os episódios inéditos (na metade da quarta temporada) eu tenho visto, felizmente, um crescimento na audiência. Apesar de episódios controversos (como as até hoje discutidas finales das temporadas 3, 4 e 5), Bones tem uma boa base de fãs fiéis (e potencialmente chatos por causa disso, sejamos sinceros), produtores dedicados (o criador e produtor da série, Hart Hanson, mantém um twitter onde responde a maior parte das perguntas dos fãs - até mesmo daqueles chatos que acham que tem direito a dar palpite em tudo - sempre com seriedade, bom humor e sem nunca dar desculpas esfarrapadas para suas decisões) e um grande apoio da emissora em que é veiculada. Esse ano, por exemplo, a FOX usou o elenco da série para apresentar as "previews" das novas temporadas de suas séries. Se isso não significa que tem prestígio na emissora, não sei o que pode significar...

Bones não é uma série fácil de se "vender" pros amigos, eu diria. Demorei muito tempo pra começar a assistir exatamente porque existe aquela ideia de que, tirando um outro detalhe, as séries forenses e criminais são todas iguais e quem precisa de mais uma série dessas, certo? Se eu tivesse que classificar Bones, porém, eu faria diferente. Eu li em algum lugar - não tenho ideia de onde, porque faz muito tempo e eu não me lembro - que Bones deveria ser considerada uma "comédia romântica com corpos em decomposição". E pode não ser um slogan dos mais bonitos, mas é bem isso...

Agora, dia 23 de setembro, estreia lá nos EUA a sexta temporada da série. Como sempre, os primeiros episódios de Bones são muito aguardados, porque seguem finales controversas. Eu sei que eu estou roendo as unhas de ansiedade, mas uma coisa eu garanto: depois de fazer uma maratona completa (sim, passei os últimos dois meses, mais ou menos, revendo TODOS os episódios de Bones) eu não tenho dúvidas de que os escritores/produtores sabem exatamente o que estão fazendo. Então, sim, eu faço parte daquele grupo pequeno de fãs que confia no Hart Hanson! E com orgulho!

Pra quem não conhece Bones e se interessou, eu recomendo! O ideal é tentar assistir a todos os episódios porque, como eu disse, não é uma série criminal normal e para entender certas atitudes dos personagens, por exemplo, era legal acompanhar a evolução deles com o passar dos anos... Mas, se quiser pelo menos "experimentar" e ver do que se trata, a FOX reprisa as temporadas antigas da série todos os dias, às 19h... Vale a pena, tenham certeza!