quarta-feira, 8 de junho de 2011

Luke & Lorelai (Gilmore Girls)

 

E como primeiro casal igualmente adorado pelas duas donas desse blog, nada mais natural do que Luke/Lorelai, né? Afinal, o blog provavelmente não existiria se não fosse Gilmore Girls...

Apesar da série não ser centrada no casal, e sim no relacionamento mãe e filha de suas protagonistas, o relacionamento desses dois personagens definiu o tom de quaase todas as temporadas da série, de uma forma ou de outra..

 

Quem é obcecado pela série e sua história sabe que o casal não foi planejado desde o ínicio - afinal, no primeiro script quem tinha a lanchonete na cidade frequentada pela Lorelai de forma rotineira era uma mulher - mas entende que a química e a possibilidade está ali desde o primeiro episódio. A primeira cena de Gilmore Girls envolve Luke e Lorelai flertando e trocando olhares - o primeiro de muitos.

Lorelai Gilmore nasceu em "berço de ouro", estudou nas melhores escolas mas sempre pôde contar nos dedos as boas lembranças de sua infância e adolescência. Luke Danes nasceu em uma família simples, filho de pais amorosos e numa cidade pequena, onde criou uma série de boas lembranças.

Aparentemente opostos, as semelhanças aparecem quando, no final da adolescência, ambos são obrigados a amadurecer rapidamente e antes da hora. Ela porque engravida e precisa arcar com as responsabilidades de ser mãe e ele porque perde a mãe e, um tempo depois, o pai e se vê obrigado a assumir papéis para os quais não estava necessariamente preparado.

Os caminhos deles dois se cruzam quando a Lorelai - total e completamente dependente de café - entra na lanchonete do Luke em busca de uma "dose". Irritante, falando demais e querendo tudo na hora, ela o conquista, de alguma forma e ali começa uma amizade que vai demorar cerca de oito anos (sendo mais ou menos cinco de série) para se tornar mais do que isso.

Durante essa convivência, eles se tornam amigos, da forma mais real e verdadeira que existe, vivendo de tudo um pouco juntos. Trocavam confidências, discutiam feio, compartilhavam planos e sonhos, procuravam um ao outro quando a coisa apertava e eles precisavam de apoio. Apesar dos sentimentos estarem sempre ali, nunca de forma clara para os dois, isso nunca ficou no caminho dos dois.

Foi natural, então, a evolução para algo mais. Algumas pessoas podem dizer que demorou demais, mas eu sou a primeira a discordar. Acho que foi na hora certa, porque ambos tinham que passar por muitas coisas – boas e ruins – até estarem prontos para assumir um relacionamento definitivo como era óbvio que o deles seria.

E quando eles seguiram por esse caminho – em uma trilogia fantástica de episódios, no final da 4a temporada – não foi um mar de rosas, não foi algo que mudou quem eles eram. As discussões ainda estavam lá, mas elas tinham outros tons, e outros finais. Novos problemas surgiram, é claro, mas pouco a pouco eles foram aprendendo a conviverem como um casal e foram se conhecendo de outras formas, se aceitando e amadurecendo juntos.

Eu não vou mentir e dizer que uma vez que eles ficaram juntos tudo foi lindo e fez sentido, porque não tenho motivos pra fazer isso. Quem acompanhou GG sabe que da metade da sexta temporada até metade da sétima temporada, uma série de coisas “estranhas” aconteceram. Algumas delas justificáveis, outras nem tanto. No final, felizmente, tudo caminhou para o que a gente esperava, os dois juntos. E acho que é isso que importa, né?

É interessante pensar em como eles já eram uma família antes mesmo de embarcarem no relacionamento. A forma como ele sempre se interessou e se envolveu na vida da Rory, por exemplo, é uma demonstração do quanto ele já estava envolvido na vida dela. É genial pensar que uma pessoa como ele – com uma fama merecida de fechado e isolado – lembrou de fazer um bolo para os 16 anos da menina, emprestou o carro para a mudança dela para a faculdade… Tantas pequenas grandes coisas, né? Coisas que demontravam a pessoa que ele sempre foi.

Pessoa essa que ela sempre enxergou, de uma forma ou de outra. Pessoa essa que ela sempre procurou quando precisou, com quem ela sabia que podia contar. Lorelai Gilmore, que passou por poucas e boas na vida e que entregava partes de si para algumas poucas pessoas, entregou-se para ele antes mesmo do que imaginava… Quer coisa mais linda do que ela chorando nos braços dele quando o pai dela tem um infarte, ainda na primeira temporada? Ou pedindo ajuda pra ele várias e várias e várias vezes, sem medo?

O que chama atenção no relacionamento de Luke e Lorelai é, pra mim, tudo que envolve o casal. Quando eram só amigos, quando eram namorados, quando eram noivos e até mesmo quando se separaram. Porque, de uma forma ou de outra, eles nunca deixaram de ser Luke e Lorelai, eles nunca perderam a essência do casal que aprendemos a amar desde a primeira temporada…

Eu poderia enumerar aqui todos os gestos e atitudes que os envolveram nesses sete anos de série. Cada abraço, cada sorriso, cada conselho… Mas seria longo demais, porque são muitos e todos absurdamente significativos…

Vale lembrar que lá na 7a temporada – durante o que eu gosto de chamar de período negro da série – com a Lorelai até mesmo casada com outra pessoa, eles continuaram a se apoiar sem pedir nada em troca. Ela saiu de casa e foi até o hospital onde ele estava com a filha – que era um dos motivos do final do relacionamento, né? – pra ver se ele precisava de alguma coisa. E ele saiu de Stars Hollow pra ir pro hospital, sem nem pensar duas vezes, quando o pai dela, uma vez mais, teve um problema de coração, porque sabia que ela precisaria de ajuda.

Acho que eu sou muito suspeita pra falar sobre esses dois, é bem verdade. Luke e Lorelai embalaram diferentes épocas da minha vida, me fizeram rir e chorar por vários e vários motivos. Eu brinco que eles são the mother of all ships (algo como o principal de todos os relacionamentos) e é a mais pura verdade. Eles fazem meu coração bater até hoje, surto com cada olhar e cada sorriso como se fosse a primeira vez…

3 comentários:

Adara disse...

Ah Luce! BEAUTIFUL!

Coloquei numa tag do tumblr no June Third falando que tava feliz q vc q ia falar de LL pq eu não ia fazer justiça ao epicness dos dois, e estava certa! Lindo post! Lindo td!

E o que vc falou ali, da Lorelai se entregar pro Luke antes mesmo de perceber o que estava fazendo, é tão certo que dá até arrepios... Ela sempre foi mais cautelosa com os relacionamentos dela, sejam amorosos ou não, mas o Luke era a unica pessoa na qual ela confiava sem pestanejar. Nem pra Sookie ela contava tds os problemas ou ia atras de conselho... era sempre ele. Oh, ship!!

Mais uma vez, lindo post. Adorei.

Daniel disse...

E eu sou basicamente o único ser humano masculino heterossexual (sim, apesar de são-paulino, meus cromossomos XY estão aqui firmes e fortes!) que tem todas as sete temporadas do supracitado seriado na minha prateleira e sei todos os capítulos de cor e salteado. Bom, vamos ser sincero: da 1ª à 6ª temporada eu sei de cor. A 7ª foi a que menos assisti. Porque, na boa, eu acho aquele episódio da Lorelai com o Christopher em Paris disparado o pior episódio de Gilmore Girls em todos os tempos! Mas é isso. Lorelai reina e a Rory mora no meu coração. ;)

Beijos!
Seeya.

Tathy disse...

Por que não tem 'quote' nos coments do blog? Queria fazer um do coment da Adara!!
Lindo, lindo post sobre LL, dear!
Casal que mora no meu coração! Acho que vou ver GG! LOL
AMEI!